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Arquivos da categoria: Destaques

Imagem mostra apenas os pés de um deficiente visual andando pela rua com sua bengala.

Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual – DEZEMBRO 2017

Olá para todos que fazem a Rede Nacional de Leitura Inclusiva. Estou realizando mais um evento em Arapiraca–AL, dia 16 de DEZEMBRO de 2017, para comemorarmos ” O dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual ” que é dia 13 de dezembro.

E gostaria de convidar todos vocês para fazer parte deste momento, junto comigo e todos os profissionais voluntários que estarão abraçando o Projeto: “Nas entrelinhas, a deficiência visual”.

O evento é gratuito e acontecerá, sábado, dia 16 de Dezembro de 2017, no Arapiraca Garden Shopping, no corredor que dá acesso à praça de alimentação, no horário das 10h às 22h.

O projeto tem dois objetivos:
1. destacar a importância da prevenção da deficiência visual e
2. ressaltar a atenção da sociedade e das Instituições, para uma proposta de inclusão social dos deficientes visuais dentro da sociedade e principalmente dentro das Instituições Educacionais.

É notória a necessidade do desenvolvimento de projetos nessa área, para que se possa proporcionar aos deficientes visuais independência, com qualidade de vida, através da acessibilidade, da comunicação, da mobilidade e da integração. Além de ressaltar a importância da Educação tirando-os da exclusão.

Para abraçar o nosso público é uma exigência, que os livros sejam impressos em Braille e à tinta, com letras ampliadas. E os livros foram fornecidos por esta Instituição Fundação Dorina Nowill para Cegos à Escola Estadual Adriano Jorge. Teremos ainda materiais diversos e adaptados, com texturas, e muito mais. Além de apresentações Musicais e Teatral. Estou tentando conseguir ainda áudio-descrição e intérprete de libras, que são importantíssimos.
Será um projeto que envolve a pessoa com deficiência, a educação e a cultura.

Venham fazer parte deste momento, que será muito legal.

Agradeço em nome de toda a equipe.

Silvana Maranhão

Na foto, grupo de pessoas lado a lado sorriem.

Coleção Regionais é lançada em Manaus na comemoração dos 18 anos da Biblioteca Braille do Estado

Na manhã dessa última quarta-feira, 08 de novembro, professores, estudantes e articuladores participaram do lançamento da coleção Regionais no auditório do Palacete Provincial, na Praça Heliodoro Balbi, Centro de Manaus, Amazonas.

Para o evento, a articuladora Ana Paula Santos apresentou as obras da coleção e contou a parceria de 10 anos entre a Biblioteca Braille do Amazonas e a Fundação Dorina Nowill, que doa livros acessíveis e engaja profissionais e educadores com ações inclusivas.

rapaz em pé se apresentando em libras.Além da leitura, o Grupo de Trabalho de Amazonas, parceiros da Rede de Leitura, apresentaram suas iniciativas de leitura e uso da coleção.

No Amazonas, o projeto atende diversas escolas da rede pública, da Universidade Federal do Amazonas e também da Universidade do Estado do Amazonas.

O diretor da Biblioteca Braille do Amazonas (BBAM), Gilson Mauro Pereira, considera eventos como este uma oportunidade de divulgar a deficientes visuais a existência de projetos de acessibilidade. “Diante da demanda de quase 70 mil deficientes visuais que nós temos na cidade de Manaus, é necessário a criação de obras acessíveis porque são essas pessoas que nós representamos. Essas pessoas são o alvo que a Secretaria de Cultura de Estado pretende trabalhar e incluir”, pontuou.

 

Para conhecer as obras, a Biblioteca Braille do Amazonas disponibiliza exemplares para consulta, atuando em conjunto com Complexo Municipal de Educação Especial André Vidal de Araújo, Escola Estadual Professora Hilda de Azevedo Tribuzy, Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Amazonas – CAPS, Senai – AM, Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Universidade do Estado do Amazonas – UEA, Escola Estadual Joana Rodrigues Vieira e com entidades de Parintins.

 

Abaixo vídeo:

Descrição do vídeo – Paulo lê o livro em braile sentado em uma cadeira, ao seu lado uma mulher segura o microfone e à direita Marcos, sentado em uma cadeira, traduz em libras.

Coleção Regionais é apresentada na Biblioteca Pública do Estado com trilha sonora e culinária local

Com a participação da Universidade Federal de Pernambuco, artistas como Geraldo Feitosa, Vitória Maria Marinho e Luiz Carlos, lançamos no dia 26 de outubro, a Coleção Regionais na Biblioteca Pública do Estado, em Recife, Pernambuco.

Na tradicional roda de leitura teve contação de história de Bumba Meu Boi para uma turma de alunos com deficiência visual e sarau poético. “ Fiquei emocionada, especialmente com a leitura de cordel, foi simplesmente lindo, aprendi muito com eles, precisamos incluir cada vez mais, conviver com o outro independente das limitações, a  educação é para todos, e que surjam mais oportunidades para mais edições de diversos autores e títulos, conta Rosimery Carneiro, da UFPE.

“A leitura inclusiva é uma forma de fortalecimento das deficiências. Essa coleção vem reforçar que a nossa cultura deve ser acessível a todos, sem exceção”, explica a articuladora Angelita Garcia, da Fundação Dorina Norwill.

Algumas ações especiais e inclusivas foram exercitadas, entre elas a degustação da culinária regional, com comidinhas preparadas por uma cozinheira cega. Para finalizar teve apresentação musical e todos cantaram ” Hoje me sinto mais forte, só levo a certeza, de que muito pouco sei”, Tocando em Frente, de Almir Sater.

Na foto, pessoas sentadas em volta do cantor. O músico está sentado tocando violão. Na foto, mesa repleta de quitutes. Em volta da mesa, pessoas em pé provam as delicias.

 

Na imagem, foto do detalhe do rosto de uma criança, no caso, a carol, deficiente visuall. E ao lado da foto dela a seguinte frase: A Carol pode ter uma vida plena. Ajude, doe!

Nosso trabalho precisa do seu apoio!

Há 70 anos, a Fundação Dorina Nowill se dedica à inclusão social de pessoas com deficiência visual. Durante todos esses anos, a Fundação, oferece gratuitamente, serviços especializados para pessoas com deficiência visual e suas famílias, nas áreas de educação especial, reabilitação, clínica de visão subnormal e empregabilidade.

Mas para esse trabalho árduo feito com muito amor continuar auxiliando centenas de pessoas em 2018, precisamos arrecadar fundos para nossos atendimentos de começo de ano. Basta clicar ao lado para contribuir com um novo futuro para as pessoas com deficiência visual atendidas pela Fundação Dorina!

Hoje existe uma fila de espera de quase 6 meses para atendimento na Fundação Dorina. Por ser uma referência no tratamento de pessoas com deficiência visual, centenas de pessoas buscam os serviços da Fundação todos os meses. Para garantirmos apenas uma parte de nossos atendimentos do próximo semestre, precisamos de uma grande arrecadação de fundos. E contamos com a generosidade de pessoas como você para conseguirmos!

Abaixo o vídeo: “O Gabriel tem apenas 4 anos e já foi cego”

 

Toda contribuição é muito importante para chegarmos mais perto da nossa meta. Clique e contribua!

foto de dezenas de adultos sentados em cadeiras e crianças sentadas no chão do auditório da Fundação Dorina. À direita, de frente pra eles e sorrindo, está a escritora Fernanda Emediato.

I Semana da leitura

Em comemoração ao dia Nacional da leitura e do livro (12 e 29/10), a biblioteca circulante da Fundação Dorina organizou para seus usuários uma semana com muitas atividades de incentivo a leitura. As atividades aconteceram do dia 23 ao dia 27 do mês de outubro e nessas atividades os leitores tiveram a oportunidade de trocas de experiências, interação e maior integração e contato com a biblioteca.

foto de 11 pessoas sentadas em círculo. Ao centro há uma mesinha de vidro. Ao fundo há uma telão com o título do livro discutido.

Na segunda-feira (23) tivemos o café literário que nos proporcionou um debate reflexivo e com muitas trocas de ideias e pensamentos distintos. O livro discutido foi “A insustentável leveza do ser” do autor Milan Kundera.

O segundo dia (25) de atividades foi direcionada ao publico infantil. Neste dia, as crianças puderam ouvir a historinha da “Menina sem cor” pela autora Fernanda Emediato. Além da contação de histórias as crianças receberam desenhos dos personagens em relevo para colorirem em grupo.

No terceiro dia (26) tivemos a presença do professor, palestrante, tradutor e escritor brasileiro Gabriel Perissé que nos falou sobre “Ler, pensar e escrever”.
foto do auditório da Fundação Dorina com dezenas de pessoas sentadas. Em segundo plano, de frente para a plateia, está o palestrante Gabriel Perissé. Ele tem pele clara, cabelos grisalhos, barba curta e usa óculos de armação preta.

O último dia de atividades (27) foi marcado por um bate papo descontraído e divertido com alguns de nossos ledores. Neste dia, os leitores tiveram a oportunidade de conhecer as pessoas que gravam os livros disponibilizados para empréstimo na biblioteca e puderam tirar todas as dúvidas relacionadas a está linda profissão.

A semana da leitura promoveu atividades que visam estimular e desenvolver o hábito pela leitura e incentivar ainda mais aqueles que amam este universo recheado de encantamento, descobertas e informação.

Agricultura, gastronomia e leitura inclusiva mostram como abraçar a diversidade

Temos entre nossas missões compartilhar o compromisso social em diversas comunidades do Brasil, não apenas para divulgar o conhecimento mas também para promover ações que contribuem com a formação integral, um exercício de cidadania por meio da cultura e educação que geram a inclusão como um todo.

Na primeira semana de outubro participamos nas cidades de Palhoça e Imbituba, em Santa Catarina, de diversas atividades que reforçam nossa filosofia. Lá, disseminamos informações e ampliamos as práticas de leitura às pessoas com deficiência, misturadas às atividades que despertam outras sensibilidades, junto com outros grupos de trabalho proporcionamos tarefas agrícolas, como reconhecer as ramas, regar e plantar ou fazer uma trilha sensitiva com o Coletivo Taiá, Terra de Condução Ambiental Local, vivenciando a natureza em suas variadas formas e sensações e oficinas de sensibilização inclusiva.

Pessoas em atividade rural. Uma mulher agachada segura um prato de cerâmica em frente a dois jovens sentados no chão. Os jovens estão sentindo a textura das plantas do local e do material dentro do prato.

Nas leituras, a articuladora Angelita Garcia, falou na 10ª Semana de Integração Docente e Discente sobre a concepção de metodologias e práticas inclusivas aos caminhos que as pessoas podem encontrar na literatura para os profissionais de educação e convidou os presentes para uma dinâmica que despertou para ações inclusivas e participativas e ainda apresentou a Coleção Regionais.

“Os livros foram dispostos para que todos pudessem ter contato com a obra. A Coleção Músicas Regionais, foi apresentada através de uma atração musical preparada pelo Professor de Arte Gean, que trabalha em um projeto que atende crianças em vulnerabilidade social e também inclui crianças com diferentes diagnósticos”, conta a professora. Suyana Custódio.

Três adolescentes sentados folheando livros da coleção regionais. EM primeiro plano uma jovem sorrindo exibe o livro Negrinho do Pastoreio.

As atividades realizadas em Santa Catarina dão aos deficientes um verdadeiro empoderamento, além da capacidade de ler, o contato sensitivo com a natureza e os produtos proporcionados por ela faz delas pessoas mais independentes, confiantes e entre esse boom de coisas boas a deficiência chega a passar despercebida aos nossos olhos, como conta Gláucia Maindra, da Biblioteca Pública Municipal Cônego Itamar Luiz da Costa.

“Essas ações são fundamentais para o cotidiano da comunidade. Trago aqui dois relatos que no meu entender refletem a importância desta ação. Clara, uma criança que é neta de uma das condutoras do Coletivo Taiá, que nos levaram até o boqueirão, ao chegar em casa comentou: ‘Vó, onde estavam as pessoas cegas que você comentou?’. Depois a Avó, comentando conosco acrescentou, realmente somos nós adultos que deixamos de ver com outros olhos. Assim, como o seu Luis, Presidente da Acordi. Ele chegou bem no final e fez a mesma pergunta às agricultoras que prepararam o nosso café: mas, afinal, onde estão as pessoas cegas? E assim, sigo acreditando que ações como essa são primordiais para enxergarmos com outros olhos”.

Encontros como os realizados em Santa Catarina vão além da “simples” e mera inclusão dos deficientes visuais na sociedade, como planejado por nós, mas esses acontecimentos atingem um patamar acima do imaginável, para muitos deficientes ser de fato incluídos na sociedade e conviver com todos independente de suas dificuldades ou singularidades torna sua vida muito mais colorida e mais completa. Essa constatação não é apenas nossa, mas de quem vive esses momentos com a gente, como a bibliotecária e coordenadora do programa de Promoção de Acessibilidade da UNISUL, Salete de Souza.

“A emoção mais representativa foi identificar o momento da inclusão de todos. A mãe, o filho, o estudante , a professora, o agricultor, o bibliotecário, o oficineiro, os músicos, as crianças todas participaram cada qual na sua condição e história de vida de todas as atividades e vivências. O mote foi o lançamento da coleção, mas a meta atingida foi a reunião das pessoas, com suas singularidades, leituras de vida, valores, todos vivendo o mesmo espaço e propostas do encontro. Nem sempre se alcança essa meta”, finaliza Salete.

Participaram das atividades a Biblioteca Pública Municipal Cônego Itamar Luiz da Costa, a EEB Henrique Lage, EEB Alvaro Catão, EEB Pref Pedro Bittencourt, a Diretoria de Cultura, a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, além dos integrantes da Rede de Leitura Inclusiva.

Na foto, cavalo puxa charrete no sitioNa foto, um grupo de pessoas posam para foto em meio a mata

 

Grupo de aproximadamente 20 pessoas pessoas em semi circulo, em um ambiente rural. Há jovens e adultos. Em primeiro plano um agricultor em pé se apoia em uma enxada enquanto conversa com as pessoas. Ao lado do agricultor, duas agricultoras sentadas cuidando de raízes.

Grupo de 14 pessoas em pé e, duas pessoas agachadas e uma pessoa em uma cadeira de rodas em uma sala de aula. Todas estão sorrindo e estão segurando livros da Coleção regionais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leitura inclusiva, representatividade negra e educação sexual são temas da Semana da Diversidade e Inclusão, em João Pessoa

“Use as mãos para o bem!”, foi o tema da Semana da Diversidade e Inclusão, que aconteceu entre os dias 25 e 29 de setembro, no Instituto Federal Paraíba, em João Pessoa.

Na programação questões sobre gênero, autismo, oficina de modas em libras, braile e saúde sexual entraram em pauta. Para abrir a edição o Centro de Atividades Especiais Helena Holanda, envolveu e comoveu, com uma dança, que expôs: cada pessoa pode ultrapassar seus limites apesar das limitações físicas, mentais e emocionais.

Já na mesa sobre Saúde Sexual, a enfermeira Eva Nascimento, do Núcleo de Prevenção em Educação e Saúde,  discorreu sobre gravidez na adolescência e métodos contraceptivos. Segundo a enfermeira, o objetivo da atividade fortalece as ações educativas e preventivas, além de trazer reflexão sobre autocuidado.

Entre as ações relacionadas a inclusão literária, a participação foi da articuladora Angelita Garcia, da Rede de Leitura, que levou a Coleção Regionais com objetivo estimular conhecimento e diversidade inclusiva.

“As atividades foram muito ricas, após as apresentações foi feita a entrega simbólica da Coleção Regionais à Valéria Marques, da Coordenação de Assistência às Pessoas com Necessidades Específicas. A partir disso, discutimos sobre a importância da leitura e o direito à informação para as pessoas com deficiência”, conta Angelita.

Antes da roda de leitura os alunos do Instituto de Cegos da Paraíba, fizeram a apresentação do Boi e, logo em seguida, veio a narração de Bumba Meu Boi, obra da Coleção. Após a ação, todos os presentes conversaram sobre o material e experimentaram os livros da coletânea.

Outro momento importante foi a performance dos alunos do curso de Instrumento Musical. Os estudantes interpretaram versos sobre a condição social das mulheres cisgêneros e transgêneros, denunciando o machismo e os preconceitos relativos à diversidade sexual, contra os quais estas minorias lutam diariamente. Em seguida, na mesa “Você pode ser o que você quiser!  Antônio Eduardo de Oliveira recitou uma poesia de sua autoria ”, conduzida pelo bacharel em Direito, deficiente visual e representante do Instituto dos Cegos da Paraíba, Robson Santos.

“Estamos conseguindo cada vez mais ocupar os lugares que nos são de direito. Aqui em João Pessoa, a acessibilidade ainda é muito precária. Onde existe respeito, existe acessibilidade”, finaliza, Robson. E a gente completa, onde existe respeito, existe inclusão.

Na foto, um grupo de pessoas estão dançando na apresentação da Dança do Bumba Meu Boi Na foto, várias pessoas reunidas em volta de uma mesa com os livros da coleção Regionais

Na foto, a articuladora Angelita Garcia faz a leitura da Obra Bumba Meu Boi Na imagem, Angelita mostra para um grupo os livros da Coleção Regionais

Fonte: IFBP, Instituto Federal da Paraíba
Na foto, um casal, deficiente visual estão sentados à mesa da cozinha preparando virado à paulista, parto típico do sudeste do brasil.

Virado à paulista, tecnologia assistiva e literatura inclusiva são pautas da 4ª Semana Acadêmica do Curso de Letras da Unilago

A Rede de Leitura Inclusiva aportou dessa vez na IX Semana Acadêmica do Curso de Letras da Unilago, em São José do Rio Preto. O evento que teve como tema “Inclusão com todas as letras”, aconteceu entre os dias 25 a 29 de Setembro colocou em pauta discussões sobre soluções relacionadas a inclusão na área da educação.

Na foto, Graça Aristóteles está de pé tocando violão e cantandoEntre as atividades a Rede participou da mesa: Leitura Inclusiva e Tecnologias Assistivas, mediada pela profa. Dra. Janara Barbosa e compartilhadas pelas articuladoras Perla Assunção, representando a Fundação Dorina Nowill e Thiare  Brito, Regiane Pires e Fernanda Calixto, do Centro de Reabilitação Visual de São José do Rio Preto.

A programação também foi marcada com uma apresentação cultural protagonizada por Graça Aristóteles que soltou a voz, cantou em inglês e conversou com alunos de letras e de assistência social, sobre a vida com deficiência visual, uma ação que entende ser necessária para preparar os educandos para essa realidade.

LITERATURA INCLUSIVA

Durante a Semana Acadêmica aproveitamos e colocamos na roda a Coleção Regionais. Por lá, desenvolvemos três atividades, uma delas deficientes visuais foram para cozinha e tiraram das caçarolas uma das receitas do livro de culinária da Coleção – Virado à Paulista. “Foi um atividade muita dinâmica, enquanto o pessoal estava nos preparativos na cozinha, acontecia outras ações, no caso, uma banda de cegos tocava e contava a história da moda de viola. Eles puxaram uns clássicos e todo mundo cantarolava junto”, conta Perla Assunção.

Na foto, a atriz Mariana da Cruz Martins Bressan está em pé lendo o livro Cuca, da Coleção RegionaisJá na última atividade, foi a vez de uma importante e conhecida personagem do universo do folclore brasileiro entrar em cena, a famosa Cuca. A obra foi lida pela atriz Mariana da Cruz Martins Bressan, que fez a narração pela primeira vez para um público cego e recriou uma nova construção através da leitura.

Essas ações criam pautas sobre a emergente necessidade de se construírem espaços sociais e ações educacionais menos excludentes, e as transformações que um processo como este provocam. “Tanto a coleção, quanto a Roda, são de extrema importância para alavancarmos a inclusão. Sabemos que por mais que a inclusão esteja em pauta, na prática ela ainda é um bebê recém nascido. Trabalho com esse público há 12 anos, no entanto, vejo o quanto os profissionais envolvidos no assunto pecam em relação as pessoas com deficiência. Em uma roda e com a Coleção podemos vivenciar ações e na prática conseguir trocar essas experiências. Com isso todos ganham”, explica Milena Bertoni Romera, pedagoga e organizadora da Semana Acadêmica.Na imagem, a articuladora Perla Assunção, fala no palco sobre leitura inclusiva

O evento teve a participação do Sesi, Senac, Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, Secretaria da Mulher, Secretaria Municipal da Educação, Biblioteca Pública AMICC, Universidade UNILAGO, APAE e Rodobéns.

 

Na foto, duas funcionárias da biblioteca municipal apreciam as obras da Coleção Regionais

Biblioteca Municipal de Imbituba, Santa Catarina, recebe a Coleção Regionais

A Biblioteca Pública Municipal Cônego Itamar Luiz da Costa, na cidade de Imbituba, Santa Catarina, recebeu um conjunto da Coleção Regionais. As obras já estão disponíveis para empréstimo e consulta. Os livros detalham a diversidade cultural brasileira em formatos acessíveis às pessoas cegas e com baixa visão – braille, impressão em fonte ampliada, digital acessível Daisy e áudio.

A Biblioteca começou o contato com a Fundação Dorina em 2011, quando começou a receber materiais que compõem o acervo acessível formado por livros em braille e livros em áudio. Em 2014, a relação se intensificou quando a biblioteca passou a participar dos encontros da Rede Leitura Inclusiva, integrando o Grupo de Trabalho de Santa Catarina – GT SC. No mesmo ano, Imbituba recebeu a Oficina de Leitura Inclusiva e o Encontro da Rede de Leitura Inclusiva GT SC, incentivado pela Fundação Dorina, o que impulsionou o início dos encontros do GT na cidade.

Em 2016, o GT SC participou, em São Paulo, do I Encontro Nacional da Rede de Leitura Inclusiva e também do Seminário Educação Inclusiva: Avanços e Possibilidades, que oportunizou uma vivência única e transformadora aos profissionais que atuam no grupo. Já em 2017, o GT SC contou com a realização de uma Roda de Conversa Leitura e inclusão com Educadores da Rede Municipal de Ensino e participantes do GT Imbituba. E na mesma sintonia, a Rede Leitura Inclusiva SC e a Fundação Dorina realizaram na Tenda Literária a vivência Leitura com Sentidos: conhecendo os formatos de livros acessíveis para leitores com deficiência visual.

No próximo dia 03 de outubro, terça-feira, o GT Imbituba fortalece o lançamento da Coleção Regionais em conjunto com a Fundação Dorina e levará cerca de 40 alunos de educação especial para uma atividade na comunidade tradicional dos Areais da Ribanceira. A Acordi – Associação Comunitária Rural de Imbituba receberá os participantes com seus agricultores e agricultoras, que apresentarão o contato com a sua cultura local, fazendo manuseio e tendo interação diretamente com a colheita de mandioca. Haverá também uma condução por uma trilha sensitiva do Coletivo TaiáTerra de Condução Ambiental Local. Para o GT Imbituba, estes serão momentos diferenciados de contato e entrega à natureza tanto para os profissionais da leitura, bibliotecários e professores que atuam no grupo de trabalho quanto para os alunos convidados para esta atividade.


Lançamento da “Coleção Regionais – a cultura brasileira em suas expressões”
Data: 03/10/2017
Horário: das 14h às 18h
Local: Acordi – Associação Comunitária Rural de Imbituba
Preparamos um mapa para você chegar na Acordi, confira:

http://bit.ly/enderecoacordi

 

 

Na foto, a articuladora Ana Paula Siva na Roda de Leitura em Aracaju

Coleção Regionais ganha destaque no 2º Encontro da Rede de Leitura Inclusiva de Sergipe

No último dia, 20/09, foi a vez de Aracaju receber nossa Roda de Leitura e a Coleção Regionais – A inclusão através da cultura brasileira em suas expressões, durante a segunda edição do Encontro de Leitura Inclusiva de Sergipe, no mirante da Treze de Julho.

Com a participação da nossa articuladora Ana Paula Silva, o evento fez um mergulho no diálogo e experiências literárias inclusivas, como rodas de leitura com audiodescrição e interpretação em libras e atividades como a trilha da inclusão, além disso, a edição proporcionou um estande sensorial, um jardim com plantas, sementes, frutos e atividades que auxiliaram à desenvolver os sentidos dos participantes.

Segundo organizadores, cerca de 150 pessoas com deficiência participaram do evento, dentre elas Maria Verônica Esteves, 62 anos, que compartilhou suas recentes experiências com a leitura e história de vida, e encheu o público de emoção. “Mesmo sem professor de braille, comecei a aprender há cerca de oito anos, em Boquim, minha comunidade (cidade ao sul de Sergipe, cerca de 84 km da capital Aracaju), com livros religiosos, ao lado dos meus amigos e familiares. Foi muito bom saber que eu poderia contar com eles, e hoje eu conto as histórias que consigo ler para todos”, explica.

Na foto, Maria Verônica Esteves, 62 anos, que compartilhou suas recentes experiências de leitura e historia de vida.

“A Verônica é uma mulher de um senso de humor e garra que me impressiona. Ela aprendeu braile aos 54 anos, mas não sabe escrever, só ler. No evento ela ganhou um curso e vai aprender a escrever agora. E graças a Fundação Dorina Nowill e ao projeto Rede de Leitura Inclusiva temos a oportunidade de ampliar o acervo de livros para ela e outros aqui em Boquim, e, podemos explorar nossa cultura. Ah, posso contar? Quando vi a caixa da Coleção Regionais até pulei de alegria”, conta  empolgada Maria Caitana Lima Mota da Biblioteca Pública Municipal Hermes, de Boquim.

O RESPEITO À DIVERSIDADE

Um dos principais objetivos do encontro além de ampliar o acesso a leitura foi respeitar toda a diversidade humana, colocar em pauta e apresentar as formas, como os livros com texturas e a audiodescrição, que são partes de um processo de construção de imagens através das palavras para as pessoas cegas. Porque mesmo no braile, as ilustrações precisam ser ditas.

“Vejo essas ações como uma grande colaboração para acessibilidade ao conhecimento, não apenas para as pessoas com deficiência visual, mas para toda a sociedade”, conta a Professora Dra. Rita de Cácia Santos Souza, da Universidade Federal de Sergipe. E completa. “O que mais me chamou atenção na edição foi a forma como jovens e crianças se encantaram com a leitura acessível, pois durante a contação de história havia o contador em português, o intérprete de libras, o livro em braile e recursos pedagógicos táteis de elementos da história”, finaliza.

Na foto, Ana Paula Silva, articuladora da Rede de Leitura, está em pé apresentando uma das obras da Coleção Regionais. Na imagem, deficientes visuais manuseiam as obras da coleção Regionais