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Arquivos da categoria: Destaques

Descrição de imagem: Cerca de 15 pessoas estão sentadas no auditório da Secretaria da Pessoa com Deficiência. Célia, da Rede de Leitura Inclusiva, está à frente da plateia. Atrás dela, está um slide com o cabeçalho azul e fundo branco, apresentando os sites da Fundação Dorina, Dorinateca, Rede de Leitura Inclusiva, Trocando Saberes, Portal do livro Acessível e Guia de Mediação de Leitura Acessível e Inclusão.

OFICINA DE LEITURA INCLUSIVA É RECEBIDA COM ENTUSIASMO EM CAMPINAS

Educadores, bibliotecários e pessoas com deficiência visual preencheram o auditório da Secretaria da Pessoa com Deficiência, no último dia 13 de abril, para compartilhar informações e aprendizados sobre leitura e acessibilidade.

Promovida pela Fundação Dorina Nowill para Cegos, a oficina “A Leitura Inclusiva e o Livro Digital Acessível Daisy” contou com uma sensibilização para a temática do acesso à leitura e com uma apresentação do programa desenvolvido pela Fundação Dorina para viabilizar a leitura acessível a pessoas com deficiência visual, o DDReader.Descrição de imagem: Cerca de 15 pessoas estão sentadas no auditório da Secretaria da Pessoa com Deficiência. Célia, da Rede de Leitura Inclusiva, está à frente, caminhando entre os participantes. Atrás dela, está um slide com a imagem da tela “Minha Biblioteca” do DDReader – nas cores preto e amarelo.

“A maioria das pessoas não conhecia o programa, mas se entusiasmou com recursos que ele oferece, como a opção de ouvir o texto escrito gravado em voz humana, de marcar o ponto de leitura e da busca por palavras”, afirma Luiz Antonio Rodrigues, uma pessoa com deficiência visual e coordenador da Secretaria da Pessoa com Deficiência – que sediou a ação.

Elizabeth Barboza Fontanini também foi uma das participantes da oficina. Professora de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Campinas e profissional do Centro de Produção de Materiais Adaptados (CEPROMAD), que adequa materiais escolares para alunos com diferentes deficiências, Fontanini afirma que está ansiosa para poder levar o conhecimento adquirido ao seu encontro mensal de professores. “Recebemos materiais acessíveis da Fundação no CEPROMAD em diferentes formatos, incluindo CD’s, e eles são ricos em detalhes, abordando temas como música, culinária e regionalismo brasileiro”, relembra.

O projeto

Livros acessíveis, como os citados por Elizabeth, fazem parte do kit do Projeto Leitura Digital Acessível. Cada kit possui 12 títulos, que, em breve, estarão disponíveis no portal Dorinateca, um serviço da Fundação Dorina voltado apenas a pessoas com deficiência visual e a instituições vinculadas a elas e à leitura – como bibliotecas e escolas. Se atende ao perfil e ainda não tem seu cadastro, não perca tempo e inscreva-se já!

Descrição de imagem: Foto de cinco pessoas em pé. Elas estão em roda. Entre elas, à esquerda, há um homem lendo um livro em braile.

OFICINA DE LEITURA INCLUSIVA PROMOVE TROCA DE CONHECIMENTOS ENTRE DIFERENTES PÚBLICOS EM PRESIDENTE PRUDENTE

No dia 4 de abril, o Centro Cultural Matarazzo recebeu a oficina “A Leitura Inclusiva e o Livro Digital Acessível Daisy”, na cidade de Presidente Prudente. O evento promovido pela Fundação Dorina Nowill para Cegos, com apoio da Secretaria de Cultura de Presidente Prudente foi aberto a alunos, educadores e representantes de órgãos e escolas municipais.

Mantendo o objetivo de fomentar a discussão sobre o acesso a livros acessíveis, a oficina foi dividida em dois momentos. Inicialmente, representantes da Fundação Dorina conduziram uma roda de conversa acerca do tema e, posteriormente, apresentaram o formato de leitura digital acessível Daisy.Descrição de imagem: Foto de 10 pessoas em pé, homens e mulheres, posando para uma foto. Eles estão atrás de uma mesa com livros e audiolivros do projeto Leitura Digital Acessível.

Para a coordenadora da Biblioteca Municipal de Presidente Prudente, Sonia Aparecida Costa Vilela, o encontro trouxe muito aprendizado e novas perspectivas para a leitura acessível. “A vivência e a troca de experiências que acontece durante a oficina é muito importante para o nosso crescimento enquanto instituição e para o aprimoramento do nosso atendimento aos diferentes públicos”, afirma Sonia.

Ampliando conhecimentos

As representantes da Fundação Dorina Nowill para Cegos também visitaram a Associação Filantrópica de Proteção aos Cegos. Durante o encontro, elas falaram sobre os serviços prestados pela Fundação Dorina, bem como pela Rede de Leitura, e conheceram a biblioteca e as demais dependências da Associação. Segundo a Assistente Social Camila Fernandes Goes, a visita representou uma grande realização. “A Associação é bem pequena e a maior parte do nosso acervo é de livros da Fundação Dorina”, conta ela.Descrição de imagem: Célia posa para foto ao lado de três integrantes da associação. Ao fundo há uma estante com livros.

Vale lembrar que o projeto Leitura Digital Acessível contempla a distribuição de kits de leitura com 12 livros acessíveis, incluindo clássicos e best-sellers, literatura nacional e estrangeira.

Outra boa notícia é que a biblioteca digital gratuita da Fundação Dorina, a Dorinateca, portal voltado apenas a pessoas com deficiência visual, incluirá, em breve, o material do kit em seu acervo! Caso tenha um cadastro no portal, portanto, acompanhe a seção Recentes. Já se for uma pessoa com deficiência visual e ainda não tiver seu cadastro, não perca tempo e inscreva-se pelo link!

Descrição de imagem: Angelita apresenta um livro em braile à quatro participantes da oficina, que estão em pé em uma roda. No chão, há uma toalha preta com diversos livros dispostos e o calendário acessível 2018 da Fundação Dorina.

OFICINA DE LEITURA INCLUSIVA CHEGA A SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

No dia 22 de março, foi a vez da cidade de São José dos Campos receber a oficina “A leitura inclusiva e o livro digital Daisy”. Alunos, educadores, terapeutas ocupacionais e psicólogos de órgãos e escolas municipais participaram do evento na Biblioteca Pública Cassiano Ricardo, que contou, no período da manhã,  com uma sensibilização sobre os desafios de acesso de pessoas com deficiência visual a livros acessíveis e, no período da tarde, com uma apresentação sobre o formato de leitura digital Daisy.

Para a professora e representante da Biblioteca Cassiano Ricardo, Flavia Mara, participar da oficina permitiu a ela refletir sobre questões pertinentes à acessibilidade e sobre o seu papel como educadora. “Acredito que a oficina é de grande relevância, considerando a importância de momentos e espaços de reflexão acerca de temas tão atuais e necessários, como a leitura inclusiva e as novas tecnologias que permitem o acesso de pessoas com deficiência visual ao conhecimento com autonomia”, opina Flavia.

Já segundo Luís Gonzaga, que chegou a atuar como professor de leitura e escrita pelo Sistema Braille na Biblioteca Cassiano Ricardo e participou da oficina como cursista, o evento ajuda a difundir a leitura inclusiva. Sendo uma pessoa com deficiência visual total, ele relembra a aquisição da Fundação Dorina de uma das primeiras Imprensas Braille no país, em 1948, pela presidente emérita e vitalícia da organização. “Tive o prazer de conhecer dona Dorina pessoalmente e, interagindo com essa ferramenta de leitura digital, sinto que os avanços estão à altura do seu legado”, declara Gonzaga.

Descrição de imagem: Diversas pessoas estão sentadas em roda. No centro, há uma toalha preta estendida no chão com diversos livros dispostos.

Leitura Digital Acessível

As oficinas ministradas pela equipe da Rede de Leitura Inclusiva da Fundação Dorina Nowill para Cegos são parte do projeto Leitura Digital Acessível, que contou em São José dos Campos com a parceria da Biblioteca Pública Cassiano Ricardo.

O projeto prevê ainda a distribuição de kits de leitura com 12 livros acessíveis, incluindo clássicos e best-sellers, literatura nacional e estrangeira.

Outra boa notícia é que a biblioteca digital gratuita da Fundação Dorina, a Dorinateca, portal voltado apenas a pessoas com deficiência visual, incluirá, em breve, o material do kit em seu acervo! Caso tenha um cadastro no portal, portanto, acompanhe a seção Recentes. Já se for uma pessoa com deficiência visual e ainda não tiver seu cadastro, não perca tempo e inscreva-se pelo link!

Descrição de imagem: Cerca de trinta pessoas sentadas em roda em uma sala ampla. À frente uma mesa com kits de audiolivros do projeto Leitura Digital Acessível.

Santos recebe oficina de leitura inclusiva

Santos foi a primeira cidade do estado de São Paulo – das 10 selecionadas – a receber a oficina “A leitura inclusiva e o livro digital Daisy”. O evento ocorreu no último dia 14 de março de 2018, no Centro de Atividades Integradas (Cais) Milton Teixeira (Vila Mathias). Promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo e pela Fundação Dorina Nowill para Cegos, o projeto Leitura Digital Acessível contou com o apoio da Coordenadoria de Defesa das Políticas para Pessoas com Deficiência da Prefeitura Municipal de Santos.

Alunos, educadores, terapeutas ocupacionais e psicólogos de órgãos e escolas municipais aprenderam mais sobre os recursos do formato de leitura digital Daisy, que contempla, além do texto escrito, gravação em voz humana e audiodescrição (tradução de imagens em palavras), entre outros recursos, como opções de contraste, ampliação da tela, anotações no texto e busca de palavras específicas.

Descrição de imagem: Foto de 29 pessoas em uma sala. Algumas seguram kits de audiolivro do projeto, outros estão com bengalas e uma moça está sentada em uma cadeira de rodas. Ao fundo um slide com fundo branco escrito em letras pretas "Projeto Leitura Digital Acessível" no centro.

Para o coordenador de Políticas para a Pessoa com Deficiência de Santos, Daniel de Morais Monteiro, a oficina representou um ponto de partida para a valorização das políticas de acessibilidade comunicacional às pessoas com deficiência na cidade de Santos. “Esta oficina e a Rede de Leitura Inclusiva pavimentam o caminho para fortalecer a educação, a cultura e o acesso de cidadãos com dificuldades de leitura ao conhecimento e a melhor qualidade de vida a partir da instrução adquirida”, declara Monteiro.

Além das oficinas, as 10 cidades selecionadas pelo projeto receberão mil kits de leitura. Cada kit possui 12 livros, incluindo clássicos e best-sellers, literatura nacional e estrangeira.

Outra boa notícia é que a biblioteca digital gratuita da Fundação Dorina, a Dorinateca, portal voltado apenas a pessoas com deficiência visual, incluirá, em breve, o material do kit em seu acervo! Caso tenha um cadastro no portal, portanto, acompanhe a seção Recentes. Já se for uma pessoa com deficiência visual e ainda não tiver seu cadastro, não perca tempo e inscreva-se pelo link!

Descrição de imagem: Foto das integrantes do grupo Encantados ao lado dos parceiros da Rede de Leitura Inclusiva. Todos estão em pé e sorrindo. Em frente ao grupo há uma mulher segurando um estandarte vermelho com a inscrição "Boi Encantado" com retalhos de pano coloridos.

TUBARÃO RECEBE SEMINÁRIO SOBRE CULTURA E ACESSIBILIDADE

O grupo Encantados Contadores de Histórias, juntamente com o Colegiado de Gestores de Cultura e Turismo da AMUREL – Associação de Municípios da Região de Laguna – e com a Rede Leitura Inclusiva realizou, na sede da AMUREL, na tarde do dia 22/03/2018, o Seminário Cultura e Acessibilidade. Além de propiciar um debate sobre os requisitos de acessibilidade em produtos e ações culturais inclusivas para pessoas com deficiência visual, o evento também apresentou exemplos de instituições que fazem parte da Rede de Leitura Inclusiva em âmbito regional e nacional e promoveu o lançamento do CD do espetáculo teatral Boi Encantado – Uma história cantada, com audiodescrição. O lançamento do CD abriu o seminário, com entrada do cortejo do espetáculo, audiodescrição ao vivo e exibição do making of.

Descrição da imagem: Foto de uma plateia assistindo a apresentação de três mulheres do grupo Encantados. A foto foi tirada de trás da plateia. No palco há uma apresentação do PowerPoint com a ilustração de um boi colorido e a frase em preto "Seminário Cultura e Acessibilidade".

Participaram da mesa de palestras a bibliotecária, educadora e Coordenadora Institucional do Programa de Promoção de Acessibilidade (PPA) da Unisul, Salete Cecília de Souza, que falou sobre ações voltadas para a inclusão de pessoas com deficiência visual e Gláucia Maindra, da Biblioteca Pública Municipal Cônego Itamar Luiz da Costa – Imbituba, SC, que abordou os desafios da acessibilidade cultural.

Gecioni Maria Miranda da Rosa e Neusa Mendes (Associação Tubaronense de Integração do Deficiente Visual – ATIDEV) falaram sobre reabilitação, inclusão e acessibilidade para deficientes visuais. Por fim, Perla Assunção, educadora da Fundação Dorina Nowill para Cegos, abordou o tema: Articulação de redes colaborativas como estratégias de disseminação de uma cultura inclusiva.

Para a educadora e produtora cultural Giselle Paes Horacio, do grupo Encantados, o evento permitiu que as vozes das pessoas com deficiência visual, no que diz respeito ao acesso à informação e à cultura, fossem de fato ouvidas. “Elas mesmas falaram das suas necessidades, não foram só pessoas videntes falando em nome de pessoas cegas ou com baixa visão”, afirma Giselle.

Confira aqui, na íntegra, o CD Boi Encantado – Uma história cantada, disponibilizado no Youtube pelo grupo Encantados. O making of também está disponível.

Roraima sedia Encontro Regional sobre Leitura Inclusiva

A Biblioteca Pública de Roraima realizou no dia ,13/12/2017, no CAP-DV (Centro de Apoio a Pessoa com Deficiência Visual), um encontro que abordou temas relacionados à inclusão da pessoa com deficiência em todos os campos da cultura, desde a leitura, acesso ao cinema, televisão e à disponibilidade desses meios acessíveis.

Durante o encontro aconteceu palestra com a presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Maria Auxiliadora, além de rodadas de conversas sobre os caminhos para a inclusão e trocas de experiências.

Um dos organizadores do evento, Tanner Menezes, destacou o momento de mostrar o trabalho que a Biblioteca Pública Estadual tem realizado no campo da inclusão. “Temos avançado muito nas ações voltadas para os deficientes visuais, por isso fomos escolhidos para sediar o encontro, onde representantes de outros Estados presentes trocaram informações”, informou.

COLEÇÕES REGIONAIS – Ainda no dia 13, às 17h, no Jardim do Palácio Senador Hélio Campos foi realizado o Lançamento da Coleção  Regionais, que conta com livros que detalham a diversidade cultural brasileira em formatos acessíveis às pessoas cegas e de baixa visão – braile, impressão em fonte ampliada, digital acessível Daisy e áudio.

fonte: http://portal.rr.gov.br/?p=2875

Crianças manuseiam os livros da coleção Regionais

“Foi emocionante ver as crianças lerem os livros acessíveis com tanto entusiasmo”

A Roda de Leitura realizada pela Fundação Dorina Norwill,  foi uma oportunidade para as crianças  e adultos atendidos pela Sala Braille,  se apresentarem para a  comunidade local, um incentivo para continuarem a superar os desafios.  Aqui na Biblioteca Pública  de Lagoa Santa, foi emocionante ver as crianças lerem os livros acessíveis com tanto entusiasmo e alegria  para o público presente.

O mais emocionante foi ver as crianças se ajudarem, uma incentivando e apoiando a outra durante a hora da leitura.  Ver a força de vontade delas  para vencer as dificuldades não só em virtude da questão da deficiência visual, mas pelas advindas da condição social-financeira tão desfavorável sempre nos motiva e serve de exemplo, elas são crianças determinadas, inteligentes, encantadora, solidárias,  sempre alegres dispostas a  enfrentar a vida com leveza e alegria contagiante.

Ações como esta incentivam o gosto e o prazer pela leitura literária, mostram a importância  do objeto livro, e todo seu potencial de transformação que está no texto.

Crianças sentadas conhecem as obras da Coleção

Ações que mostram a importância da biblioteca e do livro, que valorizam  o espaço como centro de convivência e interação,  fonte de informação e cultura são fundamentais. A transformação da educação passa pelo reconhecimento da biblioteca  como instrumento fundamental no processo de aprendizagem e de formação do individuo  como cidadão consciente,  agente de transformação  na comunidade onde vive.  A realidade do país não favorece a criação e manutenção de boas bibliotecas públicas e escolares, ações como essa, chamam a atenção para essa questão, podem sensibilizar os gestores e a sociedade. É preciso valorizar esses espaços de leitura pelo seu potencial de transformação da realidade social.

Tatiana Soares Brandão. Bibliotecária | Biblioteca Pública Municipal Pe. Agenor de Assis Alves Pinto – Prefeitura Municipal de Lagoa Santa

 

Grupo de crianças sentadas e uma menina de pé com o microfone na mão

“A coleção Regionais é um passeio pela riqueza cultural brasileira de forma acessível”

As atividades da Rede de Leitura em Goiás, têm caminhado de forma peculiar. A Biblioteca Braille José Álvares de Azevedo reformulou o calendário de 2017 mantendo as ações que não haviam sido realizadas e acrescentou outras.  Algumas dessas atividades foram desenvolvidas em conjunto com o CAP/CEBRAV que também faz parte da Rede. Exemplos desses eventos:

1. Gincana musical: Qual é a música?
2. Convívio literário – Roda de leitura
3. Festival de música, prosa e poesia
4. Festival musical com temas de novelas e adivinhações
5. Torneio de dominó entre amigos
6. Lançamento do livro acessível – “Abracadabra: crio enquanto falo” da autora Cássia Fernandes
7. Concurso de leitura Braille
8. Exibição do filme “Minha mãe é uma peça 2” com audiodescrição
9. Exibição do filme “Mulher do pai” com audiodescrição Coleção Regionais.

O lançamento dessa riquíssima aquisição aconteceu em Goiás no último, dia 07/11, e contou com a parceria da Biblioteca Braille, CEBRAV e de um novo parceiro: Comissão Goiana de Folclore. O evento teve a participação de cerca de 80 pessoas bastante interessadas na leitura dos livros, depoimentos de usuários sobre a coleção, principalmente dos livros de culinária. houve apresentação musical do violeiro Arthur Noronha, tocando e cantando músicas da região Centro-Oeste.

Mulher em pé manuseia os livros da coleção Regionais.

A coleção Regionais é um passeio pela riqueza cultural brasileira de forma acessível. É uma viajem pelo Brasil com a Fundação Dorina e os livros acessíveis que trazem a literatura, a música, a culinária, o folclore e o turismo de cada região brasileira. Nessa viagem, passamos pela literatura com o livro falado e pela riqueza musical com as partituras Braille. Experimentamos os sabores pelo livro de culinária e histórias de infância com o livro de folclore ilustrado em tinta e em Braille. E, por fim, visitamos cidades brasileiras com o livro de turismo em formato Daisy.

A Coleção possui 15 volumes em Braille e em fonte ampliada, mais 5 obras literárias de autores regionais (Érico Veríssimo, Patativa Assaré, Cora Coralina, Milton Hatoun, Carlos Drummond de Andrade). Apresenta bastante ilustrações coloridas atrativas para o leitor com baixa visão e em relevo agradável ao tato.

Destaco o depoimento da usuária da biblioteca, Jane, mãe de dois filhos, presente ao evento que falou sobre a importância das obras:

“Muito importante o cuidado que a terapeuta ocupacional, autora dos livros de culinária teve com as pessoas com deficiência visual. Ela acreditou na nossa capacidade e nos deu dicas práticas, com a convicção de quem sabe que realmente podemos manipular os ingredientes e transformá-los em alimentos gostosos e saudáveis. Continue trabalhando nessa linha de valorização da pessoa com deficiência”. Jane Vieira dos Santos”

Maria Eunice Suares Barboza, Diretora da Biblioteca Braille “José Álvares de Azevedo”

Abaixo dois vídeos com trechos da apresentação de MODA DE VIOLA.

SEGUNDO VÍDEO:

Na imagem, pessoas sentadas com os olhos vendados.

Coleção Regionais contribui na formação leitores e consequentemente cidadãos no Espírito Santo

Na quinta-feira, 23/11, por volta de 13 horas, foi realizada uma roda de conversa com o tema “Minha leitura de mundo e os diferentes contextos de Leitura Inclusiva”, na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Adilson da Silva Castro, em Ilha de Monte Belo,Vitória/ES. O bate-papo contou com a participação da articuladora Angelita Garcia da Rede de Nacional de Leitura Inclusiva, Fundação Dorina Nowill para Cegos, professor Arnaldo Lino (surdo), da Escola Oral Auditiva de Vila Velha, Sandro Bermudes Machado (cego), do setor Braille da Biblioteca Pública do Estado do Espírito Santo, Katiane da Silva Binda, da Escola Adilson da Silva Castro, Joelma Neves, prof.ª de teatro do Centro de Vivência da APAE-Serra, pais e alunos matriculados na escola atendidos na Educação Especial e GTES Grupo de Trabalho do Espírito Santo da Rede de Leitura Inclusiva.

Pessoas em pé sorrindo com os livros da coleção e cartazes nas mãos

No dia seguinte, sexta-feira, 24/11, das 9 às 12 horas, no Museu Capixaba do Negro “Verônica da Pas” (Mucane), foi apresentado à “Coleção Regionais” e colocado em pauta as possibilidades de exploração do material pelo seu público-alvo, o evento foi mediado por Angelita Garcia. Na roda de leitura ao vedar os olhos dos participantes e fazer a leitura, foi extraordinário pois despertou a percepção audição, concentração, audição e a imaginação dos convidados presente. Os livros despertaram o  interesse não somente dos alunos que tem baixa visão mas também de todos os outros , professores e pais que estavam ali presente.

Essas ações são importantes porque amplia as possibilidades de acesso ao livro e a leitura possibilitando novos conhecimentos em formato acessível, assim contribuindo com a democratização do acesso a leitura. Desta forma potencializando e contribuindo na formação dos leitores, e, consequentemente, cidadãos, dentro de uma perspectiva inclusiva, acessível e para todos.

O hábito da leitura deve ser estimulado ainda na infância até a vida adulta para que o indivíduo aprenda   que ler é algo importante e, acima de tudo, prazeroso. Uma leitura realizada com prazer desenvolve a imaginação, a escuta atenta e a linguagem. Desta forma essas ações vem contemplando com todos os recursos de acessibilidade de uma leitura Inclusiva para os cegos.

Alnínive Correia Araújo Martini – Pedagoga da EMEF Adilson da Silva Castro e Integrante GT- ES da Rede de Leitura Inclusiva.