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Arquivos da categoria: Destaques

A Coleção Regionais é finalista do II Prêmio IPL!

O Projeto “Coleção Regionais – a cultura em suas diversas expressões”, promovido pela Fundação Dorina, é finalista do II Prêmio Instituto Pró Livro 2017, na categoria OnG.

#ParaTodosVerem: cartaz em fundo laranja com logotipo do IPL e texto em branco "Somos um dos finalistas do segundo prêmio do IPL Retratos da Leitura", abaixo logotipo da Coleção Regionais, quatro livros da coleção e logotipo da Fundação Dorina.

A Coleção Regionais é um projeto que nasceu com a proposta de compartilhar a cultura brasileira com seus diversos povos de forma acessível, para que cada um tivesse no livro da sua região uma história, uma música, uma receita, um autor que traduzisse sua identidade.

É composta por 21 títulos, com temas e formatos diferentes e acessíveis sobre cada região do Brasil. As publicações de culinária e folclore são em tinta e braille; as de literatura tem adaptação para versão em áudio de títulos de mercado; o de turismo foi disponibilizado em formato digital acessível Daisy; e os de música oferecem além das partituras , as informações em fonte ampliada, ambas em braille.

Imagem mostra apenas os pés de um deficiente visual andando pela rua com sua bengala.

Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual – DEZEMBRO 2017

Olá para todos que fazem a Rede Nacional de Leitura Inclusiva. Estou realizando mais um evento em Arapiraca–AL, dia 16 de DEZEMBRO de 2017, para comemorarmos ” O dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual ” que é dia 13 de dezembro.

E gostaria de convidar todos vocês para fazer parte deste momento, junto comigo e todos os profissionais voluntários que estarão abraçando o Projeto: “Nas entrelinhas, a deficiência visual”.

O evento é gratuito e acontecerá, sábado, dia 16 de Dezembro de 2017, no Arapiraca Garden Shopping, no corredor que dá acesso à praça de alimentação, no horário das 10h às 22h.

O projeto tem dois objetivos:
1. destacar a importância da prevenção da deficiência visual e
2. ressaltar a atenção da sociedade e das Instituições, para uma proposta de inclusão social dos deficientes visuais dentro da sociedade e principalmente dentro das Instituições Educacionais.

É notória a necessidade do desenvolvimento de projetos nessa área, para que se possa proporcionar aos deficientes visuais independência, com qualidade de vida, através da acessibilidade, da comunicação, da mobilidade e da integração. Além de ressaltar a importância da Educação tirando-os da exclusão.

Para abraçar o nosso público é uma exigência, que os livros sejam impressos em Braille e à tinta, com letras ampliadas. E os livros foram fornecidos por esta Instituição Fundação Dorina Nowill para Cegos à Escola Estadual Adriano Jorge. Teremos ainda materiais diversos e adaptados, com texturas, e muito mais. Além de apresentações Musicais e Teatral. Estou tentando conseguir ainda áudio-descrição e intérprete de libras, que são importantíssimos.
Será um projeto que envolve a pessoa com deficiência, a educação e a cultura.

Venham fazer parte deste momento, que será muito legal.

Agradeço em nome de toda a equipe.

Silvana Maranhão

Na foto, grupo de pessoas lado a lado sorriem.

Coleção Regionais é lançada em Manaus na comemoração dos 18 anos da Biblioteca Braille do Estado

Na manhã dessa última quarta-feira, 08 de novembro, professores, estudantes e articuladores participaram do lançamento da coleção Regionais no auditório do Palacete Provincial, na Praça Heliodoro Balbi, Centro de Manaus, Amazonas.

Para o evento, a articuladora Ana Paula Santos apresentou as obras da coleção e contou a parceria de 10 anos entre a Biblioteca Braille do Amazonas e a Fundação Dorina Nowill, que doa livros acessíveis e engaja profissionais e educadores com ações inclusivas.

rapaz em pé se apresentando em libras.Além da leitura, o Grupo de Trabalho de Amazonas, parceiros da Rede de Leitura, apresentaram suas iniciativas de leitura e uso da coleção.

No Amazonas, o projeto atende diversas escolas da rede pública, da Universidade Federal do Amazonas e também da Universidade do Estado do Amazonas.

O diretor da Biblioteca Braille do Amazonas (BBAM), Gilson Mauro Pereira, considera eventos como este uma oportunidade de divulgar a deficientes visuais a existência de projetos de acessibilidade. “Diante da demanda de quase 70 mil deficientes visuais que nós temos na cidade de Manaus, é necessário a criação de obras acessíveis porque são essas pessoas que nós representamos. Essas pessoas são o alvo que a Secretaria de Cultura de Estado pretende trabalhar e incluir”, pontuou.

 

Para conhecer as obras, a Biblioteca Braille do Amazonas disponibiliza exemplares para consulta, atuando em conjunto com Complexo Municipal de Educação Especial André Vidal de Araújo, Escola Estadual Professora Hilda de Azevedo Tribuzy, Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual do Amazonas – CAPS, Senai – AM, Universidade Federal do Amazonas – UFAM, Universidade do Estado do Amazonas – UEA, Escola Estadual Joana Rodrigues Vieira e com entidades de Parintins.

 

Abaixo vídeo:

Descrição do vídeo – Paulo lê o livro em braile sentado em uma cadeira, ao seu lado uma mulher segura o microfone e à direita Marcos, sentado em uma cadeira, traduz em libras.

Público sentado assistindo as apresentações

II Encontro de Leitura Inclusiva do Rio Grande do Sul

Aconteceu no Campus Porto Alegre, no dia 31 de outubro, o II Encontro de Leitura Inclusiva. Organizado pelo Grupo Interinstitucional de Pesquisa LEIA: leitura, informação e acessibilidade, do IFRS e da UFRGS, o evento é uma iniciativa da Rede de Leitura Inclusiva no Rio Grande do Sul (GT-RS POA), juntamente com o Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB10), o Conselho Municipal do Livro e da Leitura, entre outras instituições, a partir de uma parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos (FDN), de São Paulo.

O encontro tem como objetivo mostrar que a sociedade e as Instituições que recebem acervos da FDN unam-se ao grupo na construção uma grande rede de ações em prol das pessoas com deficiência para acesso ao livro, leitura, literatura e bibliotecas e um estímulo para que desenvolvam ações de inclusão.

Estudantes de Biblioteconomia do IFRS e da UFRGS, estudantes de outros Cursos e Instituições, bibliotecários, técnicos em Biblioteconomia, professores, técnicos, mediadores de leitura, pessoas com deficiência, representantes de Instituições parceiras e comunidade em geral, puderam assistir palestras, na parte da manhã, e participar de oficinas, no turno da tarde.

Após a abertura oficial, houve momento cultural com apresentação musical do professor e músico Márcio Fumaco. Márcio é deficiente visual e apresentou duas canções gaúchas tocadas no teclado. Estas canções fazem parte da coletânea de músicas que compõem a Coleção Regionais.  Em seguida, deu-se início aos painéis, que prosseguiram abordando temas como Rede Nacional de Leitura Inclusiva e “Coleções Regionais – A cultura brasileira em suas expressões”, com Perla Assunção; Rede Nacional de Leitura Inclusiva GT – RS POA: Leitura, informação e acessibilidade, com a Profª Drª Lizandra Brasil Estabel; e Acessibilidade em ambientes culturais, com a Profª Drª  Jeniffer Alves Cuty.

Entre as palestras, houve mais um momento cultural, com uma Contação de Histórias realizada pela Técnica em Biblioteconomia e acadêmica da FABICO/UFRGS Andréa Bitencourt, que apresentou a lenda gaúcha “Negrinho do Pastoreio”, da Coleção Regionais.

Na parte da tarde, os participantes puderam se inscrever e realizar as oficinas: “A Inclusão dos Cegos e as Tecnologias” – Prof. Alexandre Cardoso, Larissa de Arruda Machado e Crystian de Lima Antunes; “A Contribuição da Audiodescrição para Leitura Inclusiva” – Audiodescritora Consultora Marilena Assis e Audiodescritora Roteirista e Narradora Letícia Schwartz, que compõe a Equipe da Audiodescrição da empresa Mil Palavras Acessibilidade Cultural; “Noções de Conservação e Recuperação de livros em Braille” – Profª Drª Angela Flach; “Língua Brasileira de Sinais: que língua é essa?”- Profª Drª Carolina Comerlato Sperb; “Mediação da Leitura: afetos e fazeres” – Profª Drªnda Ketlen Stueber e “A Literatura de Tradição Oral: o cordel e a gauchesca” – Prof. Dr. Marlon de Almeida.

Mulher com traje típico do Sul, um vestido de Prenda

“Sempre que investimos em leitura, literatura e nas bibliotecas promovendo a inclusão de todos, sem exceção, estamos mudando os rumos da Educação. Efetivamente no nosso caso, atuamos com os alunos do Curso Técnico em Biblioteconomia propiciando que sejam partícipes desde a organização, planejamento do Evento, bem como, na participação efetiva assistindo as palestras e oficinas. Estes alunos serão os mediadores do processo de leitura, de acesso à informação e de acessibilidade para as pessoas com deficiência visual que serão atendidas na biblioteca possibilitando a inclusão através do texto e dos recursos como a audiodescrição. Os materiais produzidos pela FDN serão amplamente utilizados por estes estudantes e profissionais através da leitura promovendo a inclusão social, digital e profissional das pessoas com deficiência”, finaliza Profª Drª Lizandra Brasil Estabel.

Coleção Regionais é apresentada na Biblioteca Pública do Estado com trilha sonora e culinária local

Com a participação da Universidade Federal de Pernambuco, artistas como Geraldo Feitosa, Vitória Maria Marinho e Luiz Carlos, lançamos no dia 26 de outubro, a Coleção Regionais na Biblioteca Pública do Estado, em Recife, Pernambuco.

Na tradicional roda de leitura teve contação de história de Bumba Meu Boi para uma turma de alunos com deficiência visual e sarau poético. “ Fiquei emocionada, especialmente com a leitura de cordel, foi simplesmente lindo, aprendi muito com eles, precisamos incluir cada vez mais, conviver com o outro independente das limitações, a  educação é para todos, e que surjam mais oportunidades para mais edições de diversos autores e títulos, conta Rosimery Carneiro, da UFPE.

“A leitura inclusiva é uma forma de fortalecimento das deficiências. Essa coleção vem reforçar que a nossa cultura deve ser acessível a todos, sem exceção”, explica a articuladora Angelita Garcia, da Fundação Dorina Norwill.

Algumas ações especiais e inclusivas foram exercitadas, entre elas a degustação da culinária regional, com comidinhas preparadas por uma cozinheira cega. Para finalizar teve apresentação musical e todos cantaram ” Hoje me sinto mais forte, só levo a certeza, de que muito pouco sei”, Tocando em Frente, de Almir Sater.

Na foto, pessoas sentadas em volta do cantor. O músico está sentado tocando violão. Na foto, mesa repleta de quitutes. Em volta da mesa, pessoas em pé provam as delicias.

 

Na imagem, foto do detalhe do rosto de uma criança, no caso, a carol, deficiente visuall. E ao lado da foto dela a seguinte frase: A Carol pode ter uma vida plena. Ajude, doe!

Nosso trabalho precisa do seu apoio!

Há 70 anos, a Fundação Dorina Nowill se dedica à inclusão social de pessoas com deficiência visual. Durante todos esses anos, a Fundação, oferece gratuitamente, serviços especializados para pessoas com deficiência visual e suas famílias, nas áreas de educação especial, reabilitação, clínica de visão subnormal e empregabilidade.

Mas para esse trabalho árduo feito com muito amor continuar auxiliando centenas de pessoas em 2018, precisamos arrecadar fundos para nossos atendimentos de começo de ano. Basta clicar ao lado para contribuir com um novo futuro para as pessoas com deficiência visual atendidas pela Fundação Dorina!

Hoje existe uma fila de espera de quase 6 meses para atendimento na Fundação Dorina. Por ser uma referência no tratamento de pessoas com deficiência visual, centenas de pessoas buscam os serviços da Fundação todos os meses. Para garantirmos apenas uma parte de nossos atendimentos do próximo semestre, precisamos de uma grande arrecadação de fundos. E contamos com a generosidade de pessoas como você para conseguirmos!

Abaixo o vídeo: “O Gabriel tem apenas 4 anos e já foi cego”

 

Toda contribuição é muito importante para chegarmos mais perto da nossa meta. Clique e contribua!

foto de dezenas de adultos sentados em cadeiras e crianças sentadas no chão do auditório da Fundação Dorina. À direita, de frente pra eles e sorrindo, está a escritora Fernanda Emediato.

I Semana da leitura

Em comemoração ao dia Nacional da leitura e do livro (12 e 29/10), a biblioteca circulante da Fundação Dorina organizou para seus usuários uma semana com muitas atividades de incentivo a leitura. As atividades aconteceram do dia 23 ao dia 27 do mês de outubro e nessas atividades os leitores tiveram a oportunidade de trocas de experiências, interação e maior integração e contato com a biblioteca.

foto de 11 pessoas sentadas em círculo. Ao centro há uma mesinha de vidro. Ao fundo há uma telão com o título do livro discutido.

Na segunda-feira (23) tivemos o café literário que nos proporcionou um debate reflexivo e com muitas trocas de ideias e pensamentos distintos. O livro discutido foi “A insustentável leveza do ser” do autor Milan Kundera.

O segundo dia (25) de atividades foi direcionada ao publico infantil. Neste dia, as crianças puderam ouvir a historinha da “Menina sem cor” pela autora Fernanda Emediato. Além da contação de histórias as crianças receberam desenhos dos personagens em relevo para colorirem em grupo.

No terceiro dia (26) tivemos a presença do professor, palestrante, tradutor e escritor brasileiro Gabriel Perissé que nos falou sobre “Ler, pensar e escrever”.
foto do auditório da Fundação Dorina com dezenas de pessoas sentadas. Em segundo plano, de frente para a plateia, está o palestrante Gabriel Perissé. Ele tem pele clara, cabelos grisalhos, barba curta e usa óculos de armação preta.

O último dia de atividades (27) foi marcado por um bate papo descontraído e divertido com alguns de nossos ledores. Neste dia, os leitores tiveram a oportunidade de conhecer as pessoas que gravam os livros disponibilizados para empréstimo na biblioteca e puderam tirar todas as dúvidas relacionadas a está linda profissão.

A semana da leitura promoveu atividades que visam estimular e desenvolver o hábito pela leitura e incentivar ainda mais aqueles que amam este universo recheado de encantamento, descobertas e informação.

“A Roda de Leitura é uma proposta de acolhimento das diferenças, momento importante para mudar os rumos da educação”

Dia, 26/10/ 2017, conhecemos a Coleção Regionais aqui no Núcleo de Acessibilidade da Universidade Federal do Piauí . A compilação é apresentada em material de excelente qualidade e com temáticas que abrangem uma gama de informações , desde a culinária regional até as informações de turismo de nossa região. A roda de leitura é um momento impar, traz novas possibilidades de se relacionar com o conhecimento, é uma partilha de experiências tanto para o deficiente visual quanto para os demais públicos.
Ao final do evento tivemos a participação de uma contadora de histórias, a Carla Sena, ela conseguiu fazer com que todos os participantes fruíssem daquele momento, as histórias contadas encantou a todos, foi lindo ver a participação e o envolvimento de todos, deixou gostinho de quero mais.

Foto, mulher tateia livro da coleção regionais

Acredito que o maior destaque dessa ação é possibilitar a ampliação do acesso ao livro e a leitura, com destaque para as produções regionais , fato que aumenta a possibilidade de maior conhecimento cultural dos deficientes visuais.

A Roda de Leitura é uma proposta de acolhimento das diferenças, momento importante para mudar os rumos da educação. Acredito que à medida que são oportunizados momentos de compartilhamento de saberes e disponibilizado o acesso a obras como a das Coleções Regionais, mais próximos estamos de uma educação inclusiva. A Fundação Dorina é não apenas mentora e articuladora de importante ação inclusiva, mas é sobretudo, modelo inspirador para que possamos pensar em uma educação que rompa com as fronteiras, que salte os muros acadêmicos e promova interações, que nos aproxime do outro,  enfim, que nos humanize.

Maria Dilma Andrade Vieira dos Santos | Pedagoga do Núcleo de Acessibilidade da Universidade Federal do Piauí

Grupo de 18 pessoas cantam e tocam para o público.

“Rede de Leitura Inclusiva , é uma ferramenta de intervenção que motiva a sociedade a olhar a pessoa com deficiência”

foto em primeiro plano de uma caixa com livros escrito Coleção Regionais. Ao fundo cinco mulheres sentadas olhando para frente.A coleção Regionais é de uma importância muito grande ao meu ver , por reunir a cultura das cinco regiões do País. Acredito que essa publicação vai proporcionar ao público com deficiência transpor suas fronteiras de conhecimento sobre as diversas expressões do povo brasileiro .

O evento aqui em Vitória da Conquista, na Bahia, aconteceu entre os dias 19 e 20/10. Foram momentos agradáveis onde o público presente se alegrou e participou com prazer. Fiquei bastante emocionada quando o grupo do Conquista Down cantou com entusiasmo a música “ O que é, o que é”, de Gonzaguinha. Na leitura,  a história Bumbá-boi ( região nordeste) e O Boto cor-de –rosa (região norte) protagonizaram as narrativas.

A importância dessas ações, para além do incentivo à leitura, está na possibilidade da sociabilidade das pessoas com deficiência com outros grupos trocando ideias, experiências , conhecimento e emoções. Acreditamos que ações inclusivas de leitura colabora para criar espaços de reflexão no que tange ao desenvolvimento intelectual das pessoas com deficiência e chama a atenção das instituições que atuam no campo da educação para um maior comprometimento com esses grupos sociais, que são capazes, mas que necessitam gozar da igualdade de direitos, da acessibilidade atitudinal, e dos suportes para um aprendizado efetivo . Entendemos que a ampliação e aprofundamento das políticas públicas de Estado é fator decisivo para virarmos essa página de exclusão das pessoas com deficiência.

 foto de Alana de perfil, ela tateia um livro e tem um microfone a sua frente. Ao final do pessoas a observa.

Ressaltamos que o projeto da Rede de Leitura Inclusiva , é uma ferramenta de intervenção que motiva a sociedade a olhar a pessoa com deficiência como cidadãos participativos.

Mércia Carvalho Andrade

Agricultura, gastronomia e leitura inclusiva mostram como abraçar a diversidade

Temos entre nossas missões compartilhar o compromisso social em diversas comunidades do Brasil, não apenas para divulgar o conhecimento mas também para promover ações que contribuem com a formação integral, um exercício de cidadania por meio da cultura e educação que geram a inclusão como um todo.

Na primeira semana de outubro participamos nas cidades de Palhoça e Imbituba, em Santa Catarina, de diversas atividades que reforçam nossa filosofia. Lá, disseminamos informações e ampliamos as práticas de leitura às pessoas com deficiência, misturadas às atividades que despertam outras sensibilidades, junto com outros grupos de trabalho proporcionamos tarefas agrícolas, como reconhecer as ramas, regar e plantar ou fazer uma trilha sensitiva com o Coletivo Taiá, Terra de Condução Ambiental Local, vivenciando a natureza em suas variadas formas e sensações e oficinas de sensibilização inclusiva.

Pessoas em atividade rural. Uma mulher agachada segura um prato de cerâmica em frente a dois jovens sentados no chão. Os jovens estão sentindo a textura das plantas do local e do material dentro do prato.

Nas leituras, a articuladora Angelita Garcia, falou na 10ª Semana de Integração Docente e Discente sobre a concepção de metodologias e práticas inclusivas aos caminhos que as pessoas podem encontrar na literatura para os profissionais de educação e convidou os presentes para uma dinâmica que despertou para ações inclusivas e participativas e ainda apresentou a Coleção Regionais.

“Os livros foram dispostos para que todos pudessem ter contato com a obra. A Coleção Músicas Regionais, foi apresentada através de uma atração musical preparada pelo Professor de Arte Gean, que trabalha em um projeto que atende crianças em vulnerabilidade social e também inclui crianças com diferentes diagnósticos”, conta a professora. Suyana Custódio.

Três adolescentes sentados folheando livros da coleção regionais. EM primeiro plano uma jovem sorrindo exibe o livro Negrinho do Pastoreio.

As atividades realizadas em Santa Catarina dão aos deficientes um verdadeiro empoderamento, além da capacidade de ler, o contato sensitivo com a natureza e os produtos proporcionados por ela faz delas pessoas mais independentes, confiantes e entre esse boom de coisas boas a deficiência chega a passar despercebida aos nossos olhos, como conta Gláucia Maindra, da Biblioteca Pública Municipal Cônego Itamar Luiz da Costa.

“Essas ações são fundamentais para o cotidiano da comunidade. Trago aqui dois relatos que no meu entender refletem a importância desta ação. Clara, uma criança que é neta de uma das condutoras do Coletivo Taiá, que nos levaram até o boqueirão, ao chegar em casa comentou: ‘Vó, onde estavam as pessoas cegas que você comentou?’. Depois a Avó, comentando conosco acrescentou, realmente somos nós adultos que deixamos de ver com outros olhos. Assim, como o seu Luis, Presidente da Acordi. Ele chegou bem no final e fez a mesma pergunta às agricultoras que prepararam o nosso café: mas, afinal, onde estão as pessoas cegas? E assim, sigo acreditando que ações como essa são primordiais para enxergarmos com outros olhos”.

Encontros como os realizados em Santa Catarina vão além da “simples” e mera inclusão dos deficientes visuais na sociedade, como planejado por nós, mas esses acontecimentos atingem um patamar acima do imaginável, para muitos deficientes ser de fato incluídos na sociedade e conviver com todos independente de suas dificuldades ou singularidades torna sua vida muito mais colorida e mais completa. Essa constatação não é apenas nossa, mas de quem vive esses momentos com a gente, como a bibliotecária e coordenadora do programa de Promoção de Acessibilidade da UNISUL, Salete de Souza.

“A emoção mais representativa foi identificar o momento da inclusão de todos. A mãe, o filho, o estudante , a professora, o agricultor, o bibliotecário, o oficineiro, os músicos, as crianças todas participaram cada qual na sua condição e história de vida de todas as atividades e vivências. O mote foi o lançamento da coleção, mas a meta atingida foi a reunião das pessoas, com suas singularidades, leituras de vida, valores, todos vivendo o mesmo espaço e propostas do encontro. Nem sempre se alcança essa meta”, finaliza Salete.

Participaram das atividades a Biblioteca Pública Municipal Cônego Itamar Luiz da Costa, a EEB Henrique Lage, EEB Alvaro Catão, EEB Pref Pedro Bittencourt, a Diretoria de Cultura, a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte, além dos integrantes da Rede de Leitura Inclusiva.

Na foto, cavalo puxa charrete no sitioNa foto, um grupo de pessoas posam para foto em meio a mata

 

Grupo de aproximadamente 20 pessoas pessoas em semi circulo, em um ambiente rural. Há jovens e adultos. Em primeiro plano um agricultor em pé se apoia em uma enxada enquanto conversa com as pessoas. Ao lado do agricultor, duas agricultoras sentadas cuidando de raízes.

Grupo de 14 pessoas em pé e, duas pessoas agachadas e uma pessoa em uma cadeira de rodas em uma sala de aula. Todas estão sorrindo e estão segurando livros da Coleção regionais