Arquivo da tag: leitura inclusiva

Na foto, alunos, pais e educadores se reunem em frente a Fundação Dorina com os livros da Coleção Regionais.

Coleção Regionais é lançada com o tema Diversidade cultural brasileira e tem sua primeira roda de leitura

Depois de muito trabalho, horas de reuniões e ajustes, lançamos na última semana, aqui na Fundação Dorina Nowill, em São Paulo, a Coleção Regionais, a cultura brasileira acessível a todos. O projeto vai distribuir 63 mil livros (para instituições, organizações, escolas e bibliotecas que atendem pessoas com deficiência visual) em formatos acessíveis e interativos: braile, impressão em fonte ampliada, ilustrações, áudio e digital acessível Daisy, sobre a literatura, folclore, culinária, música e turismo brasileiros. Cada conjunto da coletânea é composto por 21 títulos que expõem a cultura popular nacional. As obras de culinária e folclore são em fonte ampliada e braile; as de literatura tem adaptação para versão em áudio de títulos já existentes no mercado editorial; o de turismo em digital acessível Daisy; e os de música oferecem as informações em fonte ampliada e braile, além de partituras acessíveis.

Com a participação dos membros da Rede Nacional de Leitura Inclusiva mais de 300 organizações que constroem coletivamente ações culturais em todas as regiões brasileiras foram colaboradores e indicaram personagens folclóricos, receitas típicas e músicas de suas regiões.

“A Rede Nacional de Leitura Inclusiva é um projeto da Fundação Dorina tem um papel muito importante na disseminação de conhecimento e garantia do direito à leitura da pessoa com deficiência”, afirma Ana Paula Silva, coordenadora deste projeto. “Além de nortear sobre as demandas de cada região, que muito contribuíram para a construção do projeto, atuam como multiplicadoras locais, disseminam práticas de leitura inclusiva e sensibilizam a sociedade, e ampliam as oportunidades de leitura das pessoas com deficiência visual em todo o Brasil”, explica.

CONFIRA ABAIXO O VÍDEO SOBRE A COLEÇÃO REGIONAIS COM AUDIODESCRIÇÃO:

Círculo cultural

Como forma de estimular a literatura inclusiva, serão realizadas rodas de leitura em 20 municípios brasileiros com a utilização da Coleção. “Cada roda de leitura é desenhada considerando a riqueza e diversidade local, com o apoio dos Grupos de Trabalho da Rede Nacional de Leitura Inclusiva, proporcionará aos participantes uma rica experiência cultural, com livros para leitura sem barreiras à pessoa com deficiência visual, incentivando os presentes a serem promotores e disseminadores da inclusão”, explica Ana Paula Silva.

Na foto, a roda de leitura inclusiva com os convidados, a escritora e os articuladores.

A primeira roda já aconteceu, foi no dia do lançamento, na quarta-feira, 30/08. Quem compartilhou com a gente dessa primeira propagação foi a Biblioteca Maria Firmina dos Reis, temática em Direitos Humanos, da Cidade Tiradentes, extremo leste da capital paulista. A leitura proposta foi umas das mais conhecidas da nossa cultura, Bumba Meu Boi, no círculo a escritora Nireuda Longobardi leu a obra para alunos, pais e educadores, enquanto uma das articuladoras do projeto , Perla Assunção, fazia a audiodescrição e convidou todos os participantes a fechar os olhos e vivenciar essa construção de imagens com palavras.

Na foto, três crianças leem a obra Bumba Meu Boi, livro selecionado para a primeira roda de leitura da Coleção Regionais.

“Foi um momento lindo! Esse projeto abre muitas possibilidades. A mais importante é transmitir a relação livro, leitura e deficiência visual, em seguida, a exploração da leitura sensorial, agora vou conseguir trabalhar a leitura com mais riqueza, utilizando outros sentidos, especialmente por esse mergulho na cultura popular”, finaliza a Charlene Lemos, coordenadora da Biblioteca Maria Firmina.

Aproximando ainda mais a leitura, assim como na história escolhida, a roda acabou em festa, alguns alunos ganharam adereços dos personagens principais da obra e a brincadeira seguiu ao som de Asa Branca, de Luiz Gonzaga.

 

Reunião GTMS: diálogo em rede para lançamento do projeto Regionais

Dia 23 de agosto o GTMS ser reuniu na biblioteca do ISMAC – Instituto Sul Mato Grossense para Cegos Florivaldo Vargas, para articular ações de livro e leitura em parceria.

O encontro contou com a presença de parceiros do CAPDV/MS, da Biblioteca Municipal de Campo Grande e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo – SECTUR e teve como principal objetivo dialogar sobre uma ação local voltada para o direito à leitura inclusiva para a pessoa com deficiência e outras populações do estado.

Essa ação também será feito o lançamento do Projeto Regionais no Mato Grosso do Sul.

REDE NACIONAL DE LEITURA INCLUSIVA NA TENDA LITERÁRIA 2017

A próxima parada da Rede Nacional de Leitura Inclusiva é a Tenda Literária de Imbituba em Santa Catarina. Entre os dias 10 e 12 de fevereiro diversas ações com os parceiros locais serão realizadas e a primeira delas acontecerá na Secretaria Municipal de Educação com a Roda de conversa sobre Leitura Inclusiva.

A proposta é dialogar com profissionais intermediários da leitura como professores, bibliotecários, educadores culturais e outros agentes, levantando informações teóricas e práticas sobre acessibilidade, leitura e inclusão.

O resultado dessa conversa poderá ser conferido na Tenda Literária da Barra de Ibiraquera com a atividade “ Leitura com Sentidos: onde público poderá conhecer os diversos formatos de livros acessíveis e ainda participar de atividades de escrita Braile.

Todas as atividades serão gratuitas e abertas ao público. No dia 10  há limite de vagas por isso para participar se inscreva por meio do link: clique aqui para se inscrever

 

Close de uma folha com texto braile sobre a mesa. Uma mão tateia o final da página. As unhas estão pintadas de esmalte vermelho.

I Olimpíada de Leitura no Colégio Vicentino Padre Chico

Atenção!

“Ler devia ser proibido.

Ler não é nada bom. A leitura nos torna incapazes de suportar a realidade. Tira o homem de sua vida pacata e o transporta a lugares nada convencionais…

Para a criança o perigo é ainda maior: ela pode crescer inconformada com os problemas do mundo e querer até mudá-lo…

foto de um menino de óculos com folhas escritas próximo ao seu rosto. Ele fala ao microfone.

 

 

 

 

 

Ler pode estimular a criatividade, pode  tornar o homem mais consciente…

CUIDADO! Ler pode tornar as pessoas perigosamente mais humanas!!!”

Paulo Freire

Se ler pode ter todas essas consequências desastrosas, é ótimo! Queremos nossos alunos em lugares nada convencionais, agentes de transformação da sua história e da história do mundo, criativos,  conscientes e perigosamente mais humanos.

Para chegar  a esse resultado, o Colégio Vicentino Padre Chico já teve muitos Concursos de Leitura mas em 2016, aproveitando o Ano Olímpico para o esporte, promoveu  a I Olimpíada de Leitura.

Tivemos eliminatórias nas salas de aula. Os vencedores das salas de aula foram para a semifinal de onde saíram 12 finalistas (6 alunos do ensino fundamental I e 6 alunos do ensino fundamental II).

Dia 28 de setembro aconteceu a final no Espaço Sensorial do colégio, à sombra de uma frondosa mangueira, ao som do canto de pássaros, com a presença de toda a comunidade educativa, e dos convidados:   Izete Malaquias da Silva (SENAC Tiradentes), Carlos Alexandre Campos (Fundação Memorial da América Latina), Martinho Fernandes (Bladex Representação Ltda.), que compuseram o júri. Fundação Dorina Nowill  enviou representantes: Angelita Garcia , Millene Fernandes e Renata Lopes de Serviços de Apoio a Inclusão.

Grupo de 20 pessoas pousam para foto. Eles estão em ambiente externo com uma enorme árvore ao fundo. Há muitas crianças uniformizadas algumas delas seguram livros e estão cordões com medalhas. Nas laterais estão alguns adultos.

 

 

 

 

 

Os 7 vencedores receberam livros doados pela  Fundação Dorina Nowill e ingressos de cinema doados por Bladex Representações Ltda. e Rádio Jovem  Pan.

Parabéns a todos os participantes e aos vencedores:

Bernardo Canuto Giandoso – 3º ano

Leonardo Nunes Dantas da Silva – 4º ano

Luis Gustavo Araújo dos Santos – 4º ano

Kleiton Rodrigo Santos Sousa – 5º ano

Nicolas Marques Borche – 6º ano

Mell Garcia Vilar Rodrigues – 7º ano

Henry Lucca Dias Macario – 8º ano

 

 

Carta de Esclarecimento Fundação Dorina

São Paulo, 01 de novembro de 2016

Carta de Esclarecimento

Diante das manifestações que têm sido divulgadas sobre a Lei Brasileira da Inclusão – LBI, Tratado de Marrakesh, o papel das instituições e o direito aos livros para pessoas com deficiência visual, feitas por meio de Carta Aberta, Petição e Áudios, a Fundação Dorina Nowill para Cegos vem informar seu posicionamento e esclarecer possíveis dúvidas.

Nós da Fundação Dorina apoiamos o Tratado de Marrakesh por ser um documento legítimo que corresponde aos anseios das pessoas com deficiência uma vez que foi construído pela mobilização de pessoas com deficiência e organizações de diversos países. Ao permitir o intercâmbio de obras entre fronteiras, o documento contribui para ampliar o acesso das pessoas com deficiência visual aos livros acessíveis ainda tão escassos frente à produção do mercado editorial.

Sobre a Lei Brasileira da Inclusão – LBI, entendemos que é uma grande conquista das pessoas com deficiência, elaborada com ampla participação pública de pessoas e representantes de pessoas com deficiência e da sociedade civil. Não temos conhecimento de nenhum movimento do Governo Federal para a regulamentação dos artigos 42 e 68. Mesmo que isto venha a ocorrer, não significa a restrição ao acesso a obras ou imposição de um padrão único de formato de livro acessível.

Incentivamos e reforçamos a importância da disponibilidade de livros e diversidade de formatos e por isso atuamos há décadas com a produção e distribuição de livros em áudio, braille, fonte ampliada, tinta e braille, digital acessível, buscando a acessibilidade plena nos materiais desenvolvidos, respeitando os interesses da pessoa com deficiência visual.

 

Abaixo, algumas perguntas e respostas para ampliar o entendimento sobre o assunto.


– O que é o Tratado de Marrakesh?

É um tratado internacional que facilita o acesso à leitura para as pessoas com deficiência visual ou com outras dificuldades para acessar o texto impresso. O documento foi assinado em 2013 e, por ter sido ratificado por mais de 20 países, entrou em vigor em setembro de 2016.

 

– Como o Tratado de Marrakesh contribui para a obtenção do livro acessível no Brasil?

De duas maneiras:

a) permite a produção e distribuição de obras em formato acessível sem o pagamento de direitos autorais. A Lei Brasileira de Direitos Autorais (Lei 9.610/98) já permitia esta produção para pessoas com deficiência visual e o Tratado estende o direito ao acesso a estas obras também às pessoas com dificuldades de leitura do livro impresso em tinta;

b) permite o intercâmbio das obras nos formatos acessíveis entre os países participantes, ampliando o acervo disponível e otimizando os esforços de produção, pois evita a duplicação de títulos.

 

– O Tratado de Marrakesh interfere no direito das pessoas com deficiência de comprarem livros acessíveis?

O Tratado de Marrakesh não compromete ou impede a compra do livro acessível pela pessoa com deficiência e não interfere nas relações comerciais.

 

– O que dizem os Artigos 42 e 68 da Lei Brasileira da Inclusão – LBI?

Art. 42.  A pessoa com deficiência tem direito à cultura, ao esporte, ao turismo e ao lazer em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, sendo-lhe garantido o acesso:

I – a bens culturais em formato acessível;

II – a programas de televisão, cinema, teatro e outras atividades culturais e desportivas em formato acessível; e 

III – a monumentos e locais de importância cultural e a espaços que ofereçam serviços ou eventos culturais e esportivos.

  • §1o  É vedada a recusa de oferta de obra intelectual em formato acessível à pessoa com deficiência, sob qualquer argumento, inclusive sob a alegação de proteção dos direitos de propriedade intelectual.
  • §2o  O poder público deve adotar soluções destinadas à eliminação, à redução ou à superação de barreiras para a promoção do acesso a todo patrimônio cultural, observadas as normas de acessibilidade, ambientais e de proteção do patrimônio histórico e artístico nacional.

Art. 68. O poder público deve adotar mecanismos de incentivo à produção, à edição, à difusão, à distribuição e à comercialização de livros em formatos acessíveis, inclusive em publicações da administração pública ou financiadas com recursos públicos, com vistas a garantir à pessoa com deficiência o direito de acesso à leitura, à informação e à comunicação.

  • §1o  Nos editais de compras de livros, inclusive para o abastecimento ou a atualização de acervos de bibliotecas em todos os níveis e modalidades de educação e de bibliotecas públicas, o poder público deverá adotar cláusulas de impedimento à participação de editoras que não ofertem sua produção também em formatos acessíveis. 
  • §2o  Consideram-se formatos acessíveis os arquivos digitais que possam ser reconhecidos e acessados por softwares leitores de telas ou outras tecnologias assistivas que vierem a substituí-los, permitindo leitura com voz sintetizada, ampliação de caracteres, diferentes contrastes e impressão em Braille.
  • §3o  O poder público deve estimular e apoiar a adaptação e a produção de artigos científicos em formato acessível, inclusive em Libras.

 

– A regulamentação pode interferir no conteúdo dos artigos 42 e 68, da Lei Brasileira da Inclusão?

Não. A regulamentação visa determinar os detalhes de como uma Lei, aprovada pelo Legislativo, será aplicada. Ela não pode inovar a lei que pretende regulamentar, ou seja, não pode criar algo que não está na lei e não pode modificá-la.

 

– O Tratado de Marrakesh e a LBI definem formato único para os livros acessíveis?
Não, os dois textos trazem um esclarecimento sobre o que consideram formatos acessíveis, sem definir padrão único.

– Tratado de Marrakesh

Artigo 2 – (b) Por “cópia em formato acessível” entende-se a reprodução de uma obra, de uma maneira ou forma alternativa que dê aos beneficiários acesso à mesma, sendo esse acesso tão viável e cômodo quanto o proporcionado às pessoas sem incapacidade visual ou sem outras dificuldades para aceder ao texto impresso. A cópia em formato acessível será utilizada exclusivamente pelos beneficiários e tem de respeitar a integridade da obra original, tomando em devida consideração as alterações necessárias para que a obra fique acessível em formato alternativo e responda às necessidades de acessibilidade dos beneficiários;

– Lei Brasileira da Inclusão

Artigo 68 – §2o Consideram-se formatos acessíveis os arquivos digitais que possam ser reconhecidos e acessados por softwares leitores de telas ou outras tecnologias assistivas que vierem a substituí-los, permitindo leitura com voz sintetizada, ampliação de caracteres, diferentes contrastes e impressão em Braille.

 

– O Tratado de Marrakesh pode comprometer a Lei Brasileira da Inclusão?

Não. Eles são complementares e ambos promovem a ampliação do acesso a livros acessíveis.

 

Estamos à disposição para mais esclarecimentos pelo e-mail comunicacao@fundacaodorina.org.br
Fundação Dorina Nowill para Cegos

Sua instituição com acervo acessível!

A Fundação Dorina está em plena campanha de cadastramento e recadastramentro das organizações para o recebimento dos livros acessíveis pelos correios e/ou por download!

Os livros acessíveis nos formatos: braile, falado, digital acessível daisy, fonte ampliada e tinta-braille são produzidos e disponibilizados para download ou enviados pelos corrreios conforme cada o projeto apoiado por incentivo fiscal e patrocinadores.

Siga os passos abaixo:

1. Acesse o site www.dorinateca.http://www.dorinateca.org.br
2. Selecione CADASTRAR-SE
3. No campo “Tipo de Cadastro” selecione PESSOA JURÍDICA e ENVIAR
4. Preencha todos os dados e ao final ENVIAR (sugerimos que o e-mail de login seja institucional)
5. Acesse o e-mail e confirme o pré-cadastro pelo link recebido automaticamente (caso não encontre, verifique em spam/lixo eletrônico)
6. Aguarde a validação final pela equipe Dorinateca

Pessoas físicas também podem se cadastrar para o acervo da Dorinateca, basta selecionar a opção PESSOA FÍSICA no campo “Tipo de Cadastro” e seguir as instruções. Lembramos que pessoas físicas sem deficiência visual, terão acesso somente aos livros de domínio público.

O Regulamento está disponível no menu AJUDA

As organizações que se cadastrarem ou recadastrarem até 30 de novembro ganham um mês de download ilimitado do acervo da Dorinateca.

O mais importante é ter e disponibilizar seu acervo acessível, e principalmente promover a leitura inclusiva!
Para mais informações entrar em contato leiturainclusiva@fundacaodorina.org.br

Foto de calendário e de livros acessíveis nos formatos: braile, falado, tinta-braille, fonte ampliada e digital acessível daisy sobre uma mesa.

REDE DE LEITURA INCLUSIVA GT-RS POA

Profª Drª Lizandra Brasil Estabel

Profª Drª Eliane Lourdes da Silva Moro

Uma rede significa vários pontos unidos e interligados formando uma teia. Pensando em pessoas, Castells (2000) conceitua que redes são estruturas sociais, em um sistema aberto, que integram nós que se comunicam nessa teia, compartilhando os mesmos códigos de comunicação.

A tessitura da Rede Nacional de Leitura Inclusiva, suas perspectivas e desafios, iniciou no mês de junho de 2016, em São Paulo, no encontro promovido pela Fundação Dorina Nowill quando foi criada a Rede de Leitura Inclusiva GT-RS POA construindo seus primeiros passos e vencendo desafios no acesso à cultura por pessoas com deficiência, estimulando a leitura inclusiva por meio de mediadores de leitura para todos.

Tecendo a rede na FDN em São Paulo

spNa imagem a Profª Lizandra Estabel, a bibliotecária Marília Pereira, a bibliotecária Ana Lucia Leite e a profª Eliane Moro.

Um dos destaques de eventos programados foi o I Encontro de Leitura Inclusiva, realizado em Porto Alegre, no dia 25 agosto do corrente. Organizado pelo Grupo Interinstitucional de Pesquisa LEIA: leitura, informação e acessibilidade, do IFRS e da UFRGS, foi uma iniciativa da Rede de Leitura Inclusiva no Rio Grande do Sul (GT-RS POA), com apoio do Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB10), do Conselho Municipal do Livro e da Leitura, entre outras instituições, a partir de uma parceria com a Fundação Dorina Nowill (FDN), de São Paulo, que contou com a presença de Perla Assunção, representante da FDN.

O encontro teve como objetivo servir de chamamento para que a sociedade e as Instituições que recebem acervos da FDN unam-se ao GT-RS POA na construção de uma grande rede de ações em prol das pessoas com deficiência para acesso ao livro, leitura, literatura e bibliotecas e um estímulo para que desenvolvam ações de inclusão.

Estudantes dos Cursos de Biblioteconomia (FABICO/UFRGS) e Técnico em Biblioteconomia (IFRS), estudantes de outros cursos e Instituições, bibliotecários, técnicos em Biblioteconomia, professores, mediadores de leitura, pessoas com deficiência, representantes de Instituições parceiras e comunidade em geral, puderam assistir palestras, na parte da manhã e participar de oficinas, no turno da tarde.

Público participante no Evento

poaNa imagem o público de aproximadamente 200 pessoas assiste a palestra sobre audiodescrição com Mariana Baierle e, ao seu lado, interprete de LIBRAS.

A mesa de abertura do encontro, no início da manhã, contou com a presença do Diretor Geral do IFRS – Campus Porto Alegre, Marcelo Schmitt, da representante da Fundação DorinaNowill, Perla Assunção; do Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB10), Alexsander Ribeiro; do Chefe Substituto do Departamento de Ciências da Informação da FABICO/UFRGS, Valdir José Morigi; do Coordenador do Curso de Biblioteconomia da FABICO/UFRGS, Rodrigo Silva Caxias de Sousa; e da Coordenadora do Curso Técnico em Biblioteconomia do IFRS – Campus Porto Alegre, professora Lizandra Brasil Estabel.

Palestra de Perla Assunção representante da FDN

perlaApós a abertura oficial, iniciaram as palestras, que abordando temas como Rede Nacional de Leitura Inclusiva: perspectivas e desafios; Rede de Leitura Inclusiva GT-RS POA e os primeiros passos da construção; desafios no acesso à cultura por pessoas com deficiência; leitura inclusiva de surdos, surdocegos e línguas de sinais e leitura inclusiva e os cegos.

Oficina A Inclusão dos Cegos e as Tecnologias

perla_lizNa imagem Perla Assunção, Profª Lizandra Estabel e os ministrantes da Oficina: Larissa e Cristian que possuem deficiência visual e o Prof. Alexandre Cardoso.

No turno da tarde, os participantes participaram das oficinas: A Inclusão dos Cegos e as Tecnologias; Contação de Histórias e audiodescrição; Língua Brasileira de Sinais: que língua é essa?; Mediação da Leitura: afetos e fazeres; BiblioPetTerapia; e Re-pensar o Conto (com a mala mágica e seus mistérios).

 Oficina de BiblioPetTerapia

 petNa imagem os participantes sentados em roda e com a pet interagindo.

Além disso, durante o Evento, esteve exposta no átrio do campus uma bicicloteca (bicicleta + biblioteca), disponível para ser acessada pelo público que circulava pelo local.

Exposição da bicicloteca

biciNa imagem os participantes no átrio do campus com uma bicicloteca (bicicleta + biblioteca).

Alguns depoimentos dos participantes do Evento:

“Precisamos de mais eventos como esse, de tamanha riqueza. As vivências que vi hoje foram estimulantes para seguir adiante.” – PQM

“Gostaria que oportunizasse mais oficinas e encontros aos professores e alfabetizadores da rede pública.” – RCB

“O encontro proporcionou uma programação diversificada e de qualidade, abordando diferentes aspectos da leitura inclusiva […]” – DA

“Foi muito positivo conhecer como as tecnologias estão sendo utilizadas pelos cegos e o que podemos fazer para agregar mais acessibilidade. Ajudou a repensar sobre as pequenas coisas que podem fazer grande diferença.” – LMG (Oficina – Alexandre Cardoso)

“Achei muito bom a forma como foi desenvolvida, interativa e com a participação na parte expositiva, de duas pessoas com deficiência visual”. – MF (Oficina – Alexandre Cardoso)

Foto das costas da plateia de um auditório. A frente está a mesa solene com seis pessoas. Uma delas fala ao microfone.

Piauí realiza o seu primeiro Encontro da Rede de Leitura Inclusiva

I Encontro Piauiense da Rede de Leitura Inclusiva deu o passo inicial para grandes ações prol da acessibilidade no Estado, promovido pelo GT Piauí.
Dia 21 de setembro, representantes da Universidade Federal do Piau (UFPI), Associação de Cegos do Piauí (ACEP), Secretaria Estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência (SEID), Secretaria Municipal de Educação (SEMEC), Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (COMAD), Instituto Comrádio e Fundação Dorina ampliaram as discussões sobre inclusão e compartilharam oportunidades que farão parte nas ações futuras das organizações presentes e dos participantes das que foram convidados a darem continuidade.

Logo Fundação Dorina Nowill

I Encontro Nacional da Rede de Leitura Inclusiva acontece em São Paulo

Chegando aos três anos de atuação a Rede de Leitura Inclusiva mobilizada pela Fundação Dorina nos 26 Estados mais o Distrito Federal realizará o seu I Encontro Nacional entre os dias 14 e 16 de junho deste ano.

Estarão reunidos representantes estaduais dos Grupos de Trabalho compostos por uma diversidade de profissionais da leitura, educadores, gestores e sociedade civil, com a proposta de ampliar o diálogo conhecer e trocar as experiências nos âmbitos da leitura e inclusão.

“Este encontro irá promover e fortalecer o vínculo entre as principais instituições que atuam na Rede de Leitura Inclusiva, valorizando as iniciativas existentes e emergindo novas ações no âmbito do livro, leitura e bibliotecas, que considerem de maneira verdadeira a inclusão das pessoas com deficiência”, afirma Ana Paula Silva, coordenadora do projeto e profissional da Fundação Dorina.

O evento presencial é reservado aos participantes da Rede de Leitura Inclusiva, mas os interessados poderão conferir sua transmissão por meio do portal Mundo Cegal  clicando no link a seguir:  www.mundocegal.com.br/leiturainclusiva

Ouça a chamada:

Para fazer parte da Rede de Leitura Inclusiva de seu Estado contate leiturainclusiva@fundacaodorina.org.br.

A Rede de Leitura Inclusiva São Paulo Convida a todos a participarem da II jornada Inclusiva

Encontro traz como tema práticas de leitura inclusiva na Educação e na Cultura

No dia 25 agosto acontecerá a segunda edição do encontro Jornada Inclusiva na sede da Fundação Dorina Nowill. O objetivo é incentivar práticas de leitura inclusiva aos profissionais que intermediam essas ações, como professores, educadores, mediadores de leitura, bibliotecários e demais interessados. Para isso o evento contará com apresentações das  experiências de leitura inclusiva da Fundação Dorina Nowill, Sebrae, Diversitas e Colégio Peretz. Na sequencia os participantes poderão vivenciar na prática a construção de atividades de leitura inclusiva.
O evento é gratuito e para participar deve ser feita inscrição por meio do link Clique aqui para inscrição.
Toda a construção do encontro foi realizada pela Rede de Leitura Inclusiva São Paulo – grupo formado por organizações comprometidas com a leitura e a inclusão e que se reúne mensalmente para tratar destas questões.
Esta iniciativa faz parte da Rede Nacional de Leitura Inclusiva que já está em 22 estados e mais o Distrito Federal. Participe da Rede em sua região!

Informações:

II Jornada Inclusiva – 25 de agosto de 2015 das 17h00 – 20h00

Tema: Práticas de Leitura Inclusiva na Educação e na Cultura

Apresentações: Fundação Dorina Nowill para Cegos, Diversitas, Colégio Peretz e Sebrae/Escola de Negócios

Vivência pelos participantes: Práticas de Leitura Inclusiva

Local: Fundação Dorina Nowill/ auditório – Rua Doutor Diogo de Farias, 558, Vila Clementino (próximo ao metrô Santa Cruz)

Contato: perla@fundacaodorina.org.br