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IMAGEM COM DUAS CRIANÇAS CEGAS LENDO LIVROS EM BRAILLE EM UMA SALA DE AULA

Projeto Livro Livre entrega livros em braille a alunos deficientes visuais

O Projeto Livro Livre criado pelo Instituto Evoluir, de Blumenau, em parceria com a Secretaria de Educação de Jaraguá do Sul, Fujama, Weg e Lunelli, lançou no final de maio uma iniciativa que pretende distribuir livros em braille para os alunos cegos da região.

Até o momento já foram liberados dois títulos: o “Tem gente que não enxerga”, de Leoni Cimardi e o “Paixão na ponta dos dedos”, de Cristina Marques, autora de Blumenau e idealizadora do projeto. Os livros foram entregues a três alunos da rede municipal de ensino e também passarão a fazer parte do acervo permanente de todas as bibliotecas das escolas municipais, objetivando promover a inclusão social de todos os alunos deficientes visuais que frequentam as instituições.

No total já foram impressos 70 exemplares acessíveis dos títulos, os livros também estão disponíveis em tinta e com figuras para os demais.alunos videntes.

O Projeto Livro Livre já contempla diversas crianças que levam materiais recicláveis para a escola em troca de livros que podem levar para casa. Só em Jaraguá do Sul a inciativa beneficia 5.965 estudantes do 1º ao 4º ano da rede municial de ensino. Neste ano já foram distribuidos oito títulos diferentes escritos por autores jaguaraenses e agora em junho a instuitição pretende distibuir mais quatro, contabilizando 12 obras que as crianças terão acesso.

Via Jornal do Vale do Itapocu

imagem com o logotipo do ubook, com o nome escrito em branco no fundo laranja e um triângulo símbolo do play no meio do b

Conheça o Ubook, aplicativo para ouvir seus livros favoritos em qualquer lugar

O Ubook é um serviço por assinatura que oferece ao usuário acesso ilimitado a um acervo de audiolivros lidos por ledores profissionais, atores e até mesmo pelos autores das obras, que podem ser ouvidos em qualquer lugar e a qualquer hora.

Com um sistema que pode ser comparado ao do Netflix, que disponibiliza filmes, séries e desenhos via streaming online, o Ubook se mostra um aplicativo muito interessante para os os apaixonados pelo mundo da leitura, sejam eles videntes ou deficientes visuais que não tem acesso a instituições que oferecem tal conteúdo ou que consomem bastante este tipo de áudio e querem ter a sua disposição a qualquer momento o livro favorito, tornando o processo mais prático e rápido.

imagem ilustrativa do aplicativo funcionando em um smartphone

O aplicativo está disponível para download gratuitamente para dispositivos móveis com sistema iOS, na Apple Store e para Android, na Play Store, os usuários que se interessarem em conhecer o serviço podem fazer um teste prévio durante uma semana para ter certeza de que o mesmo será interessante para ele.

Se o aplicativo agradar, o usuário pode contratar o serviço mediante o pagamento de uma taxa mensal fixa de R$ 18, 90 ou então, caso ele seja cliente das operadoras Claro ou Oi, ele ainda pode optar pelo pagamento semanal de R$ 4,99 descontado dos créditos ou cobrado na fatura da conta, a escolha dependerá da forma como o usuário consome este tipo de conteúdo. O pagamento mensal é ideal para quem lê muitos livros e o semanal para para os usuários que consomem obras literárias esporadicamente, precisando apenas de uma semana para aproveitar o livro que quer.

Os clientes da operadora TIM ainda contam com uma versão própria do Ubook, o Tim AudioBook, que compartilha o mesmo acervo do aplicativo original, mas que oferece algumas vantagens para os clientes da operadora, como um plano de pagamento semanal mais barato, custando R$ 3,99, valor que também é descontado nos créditos ou na conta, o valor mensal continua o mesmo.

Em ambos os apps o usuário contará com um grande acervo de audiolivros com obras de autores nacionais e internacionais lidas por ledores profissionais, atores e personalidade conhecidos como Bruno Mazzeo, Ana Maria Braga, Pedro Bial e muitos outros além dos próprios autores dos livros.

Além de audiolivros de ótima qualidade, o aplicativo ainda possui outras vantagens como a possibilidade de ouvir as obras online e offline em qualquer lugar, sem que haja a necessidade de uma conexão constante com à internet e ainda a opção de recomeçar de onde parou de ouvir do mesmo ponto em qualquer plataforma, ou seja, se você parou de ouvir aos 54 minutos no smartphone, poderá recomeçar do mesmo minuto no próprio dispositivo ou então no tablet, por exemplo, um sistema muito cômodo que permite que o usuário não perca a sua dinâmica de leitura.

Para saber mais sobre o aplicativo e conhecer o acervo faça o download na loja de aplicativos do seu dispositivo móvel ou então acesso o site oficial do Ubook clicando aqui.

círulo amarelo com um largo sorriso e óculos escuros com lentes redondas

Conheça o DDReader, o aplicativo de leitura da Fundação Dorina Nowill

O DDReader é o aplicativo de leitura de livros digitais criado pela Fundação Dorina Nowill Para Cegos em parceria com a Results, empresa desenvolvedora de softwares. Além de ser uma forma de deixar o mundo da leitura mais próximo de todos, o Dorina Daisy Reader se destaca pela sua acessibilidade para deficientes visuais.

Com uma versão para computadores já consagrada, durante a Bienal do Livro de 2014 foi lançada a versão para dispositivos móveis com sistema Android, fato que contribuiu ainda mais para a difusão da proposta, permitindo que mais pessoas possam  ter acesso a livros adaptados em qualquer lugar e na hora que desejar.

Com um visual simples e objetivo, o DDReader oferece inúmeros recursos que ajudam não só as pessoas cegas e com baixa visão, mas também qualquer outra pessoa com capacidade visual reduzida como idosos, por exemplo, a lerem seus livros favoritos no formato Daisy (Digital Accessible Information System, sistema de informação digital acessível em português livre), um formato de livro digital criado exclusivamente para facilitar a leitura de pessoas com dificuldades para enxergar ao permitir a navegação em um texto escrito que são narrados com a ajuda de aplicativos específicos.

Imagens do aplicativo funcionando em um smartphone Android

Imagens do aplicativo funcionando em um smartphone Android (Foto: Reprodução)

Depois de poucos minutos o usuário já consegue se adaptar à navegação e já ter uma ideia do potencial do DDReader. Através de uma tela dividida em seis áreas (representado no quadro da esquerda da imagem acima), o usuário consegue navegar pelo menu, escolher  livro que deseja ler ou então modificar as configurações de acordo com o seu gosto. Logo no menu inicial é possível ativar um tutorial que ensina o usuário de primeira viagem a ter uma melhor experiência e saber tudo o que o aplicativo é capaz, tudo isso sendo narrado em voz alta para que a pessoa cega ou com visão limitada consiga entender o que se passa.

O retângulo do meio da imagem acima representa a área do livro, na qual o usuário pode navegar sem restrições por qualquer parte da obra, indo para a página, parágrafo ou palavras que desejar. Para ajudar as pessoas cegas, o DDReader lê o texto em voz alta, inclusive lê a descrição de imagens e capas, para que o deficiente não perca nenhuma informação.

A navegação pelo app é simples, a tela é dividida em seis quadrados, cada um responsável por uma ação, ao tocar em cada área a ação pela qual ela é responsável é falada em voz alta, o que ajuda as pessoas cegas a se orientarem. Para quem não está acostumado com este tipo de naveção ou não precisa dele, é possível desligá-lo.

Para que o usuário novato tenha uma uma experiência inicial com um livro no formato Daisy, junto com o aplicativo também vem o livro “Para quem quer ver além: lições de Dorina de Gouvêa Nowill”, através desta obra oferecida gratuitamente o usuário pode ser a sua primeira experiência no DDReader.

O aplicativo de leitura ainda conta com recursos de marcadores, anotações busca por palavras, ampliação do texto na tela, ajustes de preferências e muito mais, tudo para tornar a experiência de ler/ouvir um livro mais tranquila e interessante.

A versão atualizada do aplicativo, o DDReader+, está disponível para dispositivos com sistemas Android na Play Store e para PC no site oficial (para acessar clique aqui) de forma gratuita e, para que o app funcione nos dispositivos, é imprescindível que esteja instalado um sistema de voz sintetizada, no caso de smartphones e tablets atuais, por exemplo, este recursos já vem de fábrica, no Windows, dependendo da versão, é necessário instalar o SAPI5, da própria Microsoft, facilmente encontrado para download na web.

Além do português, o app também está disponível em inglês e espanhol. Os usuários brasileiros podem ter acesso gratuito a livros neste formato através da própria Fundação Dorina Nowill, para ter direito às cópias é preciso se cadastrar na Biblioteca da fundação e, após a aprovação, poder escolher os livros que deseja ler. Além dos formatos Dayse, a instituição ainda disponibiliza cópias de livros em braile e em áudio, para conhecer o catálogo de livros completo clique aqui, você será direcionado à página do catálogo e poderá verificar os formatos nos quuais a obra que deseja está disponível.

Para mais informações a respeito do formato de livros Daisy e como consegui-los através da Fundação Dorina Nowill clique aqui, você será direcionado para uma matéria especial que criamos para explicar tudo sobre este tipo de arquivo.

imagem com um rapaz lendo um livro daisy no computador

O que são livros Daisy?

O Daisy (Digital Accessible Information System, sistema de informação digital acessível) é um sistema de livros digitais sonoros  que tem como objetivo ajudar deficientes visuais ou qualquer outra pessoa que possua dificuldade de acesso a materiais escritos tradicionais, se caracterizando como mais uma ferramenta na inclusão no mundo da leitura.

O sistema foi criado em 1994 na Suécia com a ideia base de usar gravações digitais inseridas em marcas estruturais em textos para facilitar a navegação do leitor cego. Desde então, com os avanços tecnológicos, tal sistema foi evoluindo e se tornando cada vez mais prático para os deficientes.

Atualmente os deficientes visuais contam com livros em braile, ampliados, no formato digital e em áudio, o sistema Daisy soma mais esforços para que todos possam acessar os mais diferentes tipos de conteúdos, independente da sua condição física, permitindo de fato ainda mais a inclusão cultural e social.

A princípio o Daisy funcionava da seguinte forma: um arquivo de áudio é criado narrando o texto escrito, ambos possuem marcações que promovem sua sincronização, um outro arquivo ajuda na navegação por entre estes blocos de texto, permitindo que o usuário possa avançar, retroceder e acessar qualquer parte do texto. Esta é uma explicação simplificada do processo que, em essência, é aplicado até os dias de hoje, sendo que, graças aos avanços tecnológicos e o desenvolvimento de vozes sintetizadas, não é mais necessário efeticamente usar a voz humana para gravar os arquivos de áudio.

Além de ser acessível, os livros Daisy ainda possuem muitas outras vantagens para o usuários como, por exemplo, poder ir direto para uma determinada página, fazer anotações, marcar um texto e muitas otras ações parecidas com as que podemos realizar em livros impressos tradicionais.

Na internet e nas lojas de aplicativos estão disponíveis diversos tipos de leitores de livros Daisy, um deles é o DDReader, para conhecê-lo melhor clique aqui para ser direcionado à uma outra matéria que fizemos sobre o app.

Mas, além dos softwares de leitura, também é preciso ter os livros neste formato, os mesmo também podem ser encontrados na web e instituições para deficientes visuais, como é o caso da Fundação Dorina Nowill para Cegos, que possui um grande acervo de livros em braile, áudio e em Daisy para os interessados. Clique aqui para conhecer o catálogo completo de livros da fundação e os formatos nos quais eles estão disponíveis. Quem tem cadastro na biblioteca online Bookshare ainda conta com mais livros neste formato em outras línguas, para saber mais clique aqui para ser direcionado à página oficial da biblioteca.

Para saber mais a respeito da biblioteca da Fundação Dorina Nowill clique aqui para conhecer melhor o projeto ou entre em contato através do e-mail [email protected] ou então ligue para (11) 5087-0991.

Imagem de divulgação do aplicativo TIM Audiobook

Tim lança aplicativo de audiolivros para Android e iOS

A Tim lançou um novo aplicativo para ouvir audiolivros em dispositivos móveis com sistema Android e iOS. Chamado de TIM AudioBook, este novo serviço permite que os usuários tenham acesso livre a diversos gêneros literários do Brasil e do mundo através de uma assinatura mensal ou semanal. Para utilizar o software o usuário precisará fazer o download do app na Apple Store, do iOS ou na Play Store, do Android, se cadastrar, escolher a forma de pagamento desejada e aproveitar toda a seleção de áudio disponível. Os clientes Tim interessados no serviço terão o direito de usar o aplicativo de forma gratuita durante uma semana, após este período, eles poderão escolher entre os planos pré e pós-pagos, fazendo uma assinatura de pagamento semanal de R$ 3,99 (valor  incluído na conta ou descontado no saldo de créditos) ou então um plano mensal de R$ 18,90, valor que será cobrado no cartão de crédito. Com o TIM AudioBook os usuários terão acesso ilimitado a uma vasta seleção de livros em áudio lidos por ledores experientes, pelos próprios autores e também por celebridades como Bruno Mazzeo, Pedro Bial, Ana Maria Braga, Zico e muitos outros, sendo uma experiência interessante para os fãs. Além disso, não é necessário estar online para usar o serviço, os usuários podem ter seus livros favoritos disponíveis estando offline e ainda contam com a opção de pausar e em seguida retornar à leitura do ponto onde pararam em qualquer dispositivo, como smartphones e tablets. Fonte TechTudo

Jogando às Cegas – Um blog sobre games, tecnologia e cultura para deficientes visuais

O Jogando às Cegas é um espaço na web que aborda assuntos relacionados ao mundo dos games, tecnologias e cultura para deficientes visuais. Com um foco especial nos jogos eletrônicos, o blog tem como objetivo aproximar os deficientes das novidades tecnológicas, mostrando que todos podem ter um espaço no mundo high-tech.

Semanalmente são publicados artigos, notícias e dicas que levam ao conhecimento do público a existência de iniciativas divertidas e interessantes que prometem melhorar a qualidade de vida da pessoa cega ou com baixa visão e ampliar as suas opções de entretenimento.

“Mas, então… Deficiente visual joga vídeo game mesmo?” Este é o tipo de pensamento que a criadora do blog pretende eliminar. Dentre as diversas categorias de jogos eletrônicos existentes no mercado há uma ideal para este público: os audiogames, que são aqueles que se utilizam de efeitos sonoros para orientar o jogador, indicando o que ele precisa fazer, pra onde deve ir ou qualquer outro tipo de ação que ele deve desempenhar para avançar na aventura.

Além de ser acessível, esta categoria de jogos também se mostra um desafio e tanto para aqueles gamers videntes que desejam encarar uma aventura diferente, afinal, não é fácil se guiar apenas pelo som quando você não está acostumado com isso.

Como o mundo dos games está totalmente ligado às tecnologias, o Jogando às Cegas também divulga projetos de tecnologias assistivas e dicas que ajudam a tornar a vida do deficiente muito mais fácil com o auxílio das inovações tecnológicas. E, como todos precisam sair de casa e conhecer outras ideias e culturas no famoso mundo real, o blog ainda dá dicas culturais e de atividades que o deficiente pode fazer junto com amigos e familiares ao ar livre e em outros espaços.

Se você deseja ser um piloto de corrida, enfrentar monstros devoradores de pessoas, combater o terrorismo, salvar sua pessoa amada de malfeitores ou simplesmente ser o melhor DJ da balada, faça uma visita ao Jogando às Cegas e descubra o maravilhoso e mágico mundo dos games que, como os livros, conseguem transportar qualquer pessoa para um outro lugar onde tudo é possível!

Para acessar o blog clique aqui, você será direcionado à página do Jogando às Cegas e para ficar por dentro das novidades publicadas por lá, siga o @jogandoascegas no Twitter, curta a fan page do Facebook e, principalmente, não deixe de interagir e se divertir.